‘Saí pouco antes de chacina acontecer’, afirma presidente da Pavilhão 9

Phillip Gomes Lima afirma não saber o que motivou ataque

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

19 Abril 2015 | 21h38

O presidente da Pavilhão 9, Phillip Gomes Lima, deixou a sede da torcida poucos minutos antes da chacina que deixou oito mortos na sede da torcida organizada do Corinthians. Ao voltar, depois de ser informado do que houve, encontrou os amigos baleados. “Levei minha filha para o churrasco, estava todo mundo feliz. Saí cinco minutos antes de tudo acontecer”, conta.

Segundo afirma, só ficou sabendo do ataque minutos depois de chegar em casa, por um telefonema. Pouco depois, voltou para a sede. “Todos os corpos estavam de bruços e com as mãos na cabeça”, contou.

O presidente também diz não saber o que teria motivado o ataque. “A ficha não caiu para a gente. Todos eram amigos e frequentadores ativos, pessoas da torcida.” Assim como a Polícia Civil, o presidente também descarta a hipótese de briga entre as torcidas uniformizadas. “O que aconteceu não é coisa de torcida, não”, diz.

Questionado sobre a linha de investigação policial que apura se o tráfico de drogas seria o motivo da chacina, ele afirma que “desconhece” a suspeita. “A gente só sabe que entraram três caras, renderam e atiraram em todo mundo. A gente não tem noção de nada. Estamos esperando a posição da polícia, que está investigando. Por enquanto, a gente não tem posição nenhuma”, afirma.

De luto, os torcedores da Pavilhão 9 não foram ontem ao Itaquerão assistir ao jogo do Corinthians. Os velórios devem acontecer de forma separada, por decisão das famílias.

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