Hélvio Romero/AE - 14/12/2009
Hélvio Romero/AE - 14/12/2009

Sabesp vai investir em aviso mais rápido sobre enchentes

Dilma Pena assume presidência da empresa com planos de ampliar rede de comunicação com cidades e Defesa Civil

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

28 Janeiro 2011 | 00h00

A nova presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Dilma Pena, informou ontem que haverá um investimento em tecnologia e na melhoria da rede de informações para combater os danos provocados pelas enchentes. Em seu discurso de posse, a ex-secretária de Saneamento e Energia também disse que a meta é universalizar o saneamento em todo o Estado.

Dilma Pena ressaltou os investimentos em um novo radar meteorológico, mais moderno que o atual. O equipamento existente fica em Salesópolis e já está com 18 anos de vida útil. "Vamos investir nessa tecnologia para conseguir informar com mais antecedência os órgãos e a população sobre a proximidade de chuvas fortes", disse. O novo equipamento está em fase de licitação.

Outra medida que a Sabesp pretende adotar é melhorar a rede de comunicação com a Defesa Civil e com os municípios para emitir com maior rapidez os alertas de enchentes. Dessa forma, os governantes teriam tempo, por exemplo, de esvaziar áreas que serão alagadas.

Para evitar rompimento de represas, a Sabesp aumentou nos dois últimos verões a vazão de água de algumas delas. Com isso, moradores reclamam que a empresa contribuiu para o alagamento de cidades como Franco da Rocha. Ontem, porém, Dilma Pena reforçou a posição da empresa de que as represas são fatores de prevenção contra as enchentes e, se não existissem, as cidades ficariam desprotegidas contra "grandes ondas".

Clima. A nova presidente lembrou que as fortes chuvas não são mais exceção. No dia 11, por exemplo, o nível da Represa Paiva Castro passou de 40% para 96% em menos de 12 horas. Para evitar o rompimento da barragem, as comportas tiveram de ser abertas e a empresa sempre afirmou que Franco da Rocha já estava alagada por conta das chuvas antes do aumento da vazão.

"É muita água que tivemos. Foram 493,7 mm de chuva neste mês, o janeiro mais chuvoso da história. Isso não é mais exceção, está virando regra. Por isso precisamos melhorar a comunicação com os municípios para informar com antecedência e assim evitar problemas para as cidades."

100% de cobertura. Em seu discurso de posse, Dilma Pena afirmou ainda que a Sabesp vai perseguir a "universalização" dos serviços de saneamento no Estado. As metas da empresa apontam que, até o fim de 2015, todo o interior estará 100% coberta por serviços de coleta e tratamento de água. Para a Região Metropolitana de São Paulo, espera-se a conclusão para 2018.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.