NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Sabesp só entrega 2,8% das caixas d’água prometidas

Na região metropolitana de São Paulo, apenas 700 dos 25 mil imóveis receberam as caixas de 500 litros prometidas 

FABIO LEITE, O Estado de S. Paulo

28 Fevereiro 2015 | 03h00

Mais de um mês após anunciar a entrega de caixas d’água para famílias de baixa renda afetadas pela redução da pressão na Grande São Paulo, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) entregou apenas 2,8% dos 25 mil itens previstos. Até esta sexta-feira, 27, 700 imóveis na região metropolitana haviam recebido as caixas de 500 litros distribuídas pela empresa para tentar minimizar o impacto da falta d’água, em especial nas regiões altas. 

Apenas nesta semana, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) publicou despacho autorizando um convênio da Defesa Civil do Estado com a Sabesp para a entrega das 25 mil caixas d’água. O custo estimado da operação é de R$ 5 milhões.

Em nota, a Sabesp informou que está “intensificando a entrega de caixas d’água” e “a partir de meados de março as ações serão aceleradas”. A empresa disse que quer concluir a distribuição até o segundo semestre de 2015. “A companhia ainda ressalta que, no primeiro momento, seriam entregues 10 mil caixas d’água para os moradores que atendessem aos critérios estabelecidos pela companhia. Em fevereiro ampliou-se a cota para 25 mil reservatórios”, informou a empresa.

Alckmin afirmou anteontem que as manobras com válvulas redutoras de pressão são a única solução para diminuir as perdas no sistema. E ressaltou que, para evitar falhas no fornecimento em regiões altas e distantes dos reservatórios, vai continuar apostando na instalação das caixas d’água. “São medidas paliativas, mas garantem o abastecimento.”

Como o Estado mostrou no início do mês, a procura por caixas d’água vem crescendo na capital e no interior. Na região de Campinas, a venda aumentou 100% nas lojas desde outubro, quando a terceira maior cidade do Estado ficou 11 dias sob rodízio, segundo a Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção (Acomac). 

5 a 2. Na capital, a procura avançou em janeiro e fevereiro - sobretudo após o diretor da Sabesp Paulo Massato citar, há exatamente um mês, a possibilidade de se adotar um drástico rodízio de cinco dias sem água e dois com na Grande São Paulo. A procura em alguns locais passava de 200 reservatórios por semana.

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