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Sabesp quer aumentar em 30% a retirada de água do Cantareira

Em pedido feito aos órgãos gestores do sistema, a empresa pede autorização para captar até 19,5 mil litros por segundo das represas

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

12 de janeiro de 2016 | 15h26

SÃO PAULO - Menos de 15 dias após a recuperação do volume morto do Sistema Cantareira, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) quer aumentar em mais 30% a retirada de água do manancial. Em pedido feito aos órgãos gestores do sistema, a empresa pede autorização para captar até 19,5 mil litros por segundo das represas, patamar semelhante ao de outubro de 2014, primeiro ano da crise hídrica. 

A proposta já foi aceita pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE), do governo Geraldo Alckmin (PSDB), e será analisada pela Agência Nacional de Águas (ANA), do governo federal. Atualmente, a Sabesp pode captar até 15 mil l/s do Cantareira, volume suficiente para abastecer mais de 5 milhões de pessoas. 

Em seu pedido, a Sabesp afirma que com a "maciça adesão da população" ao consumo consciente e a conclusão de obras emergenciais "em tempo recorde", foi "possível passar por essa terrível provação sem que ocorresse qualquer convulsão social". Agora, afirma, "a população tem a legítima expectativa de que a situação esteja voltando à normalidade". O Cantareira teve o volume morto recuperado no dia 30 de dezembro, após 1 ano e meio de uso,  mas o sistema ainda opera com apenas 3,6% da capacidade normal. 

Segundo a companhia, após uma sequência de meses chuvosos, a quantidade de água que entra no sistema voltou a ficar próximo da média histórica em dezembro, algo que não ocorria desde junho de 2012, e o aumento da retirada de água do Cantareira solicitado vai amenizar o racionamento de água feito por meio da redução da pressão na rede sem comprometer a recuperação do sistema.

"2016 será um ano de transição: é preciso dosar a 'velocidade de transição' de forma adaptativa. Nem tão rápida que coloque em risco a segurança hídrica, nem tão lenta que sacrifique desnecessariamente a população", afirma o superintendente de produção de água da Sabesp, Marco Antônio Barros, em ofício enviado ao DAEE.

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