Sabesp quer acabar com multa e bônus em conta

Com o fim da crise, companhia pede encerramento da Política de Incentivo à Redução do Consumo; mudança pode ocorrer em maio

Aline Bronzati, Agência Estado

25 Março 2016 | 11h36

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) solicitou à Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) o cancelamento, a partir de maio, do Programa de Incentivo à Redução do Consumo de Água. A iniciativa oferece desconto para os que economizam água, via bônus, e ainda cobra tarifas de contingência (multas) para quem eleva o consumo.

De acordo com a Sabesp, o pedido de encerramento das medidas, adotadas em 2014 em meio ao agravamento da crise hídrica em São Paulo, se faz necessário, pois a situação hídrica atual permite uma "maior previsibilidade sobre as condições dos mananciais". A empresa afirma ainda que os principais investimentos para aumentar a segurança hídrica na Região Metropolitana de São Paulo já estão em operação ou com obras em execução.

Nesta madrugada, a Sabesp anunciou lucro líquido de R$ 460,9 milhões no quarto trimestre de 2015, alta de 1.369% ante o resultado de R$ 31,4 milhões visto em um ano. No ano passado, a empresa entregou lucro de R$ 536,3 milhões, queda de 40,6% em relação a 2014.

Jerson Kelman, diretor presidente da Sabesp, destaca, em relatório que acompanha as demonstrações financeiras da companhia, que o biênio 2014-2015 foi marcado por condições hidrologicamente adversas e pela pior seca registrada na história da região metropolitana de São Paulo. No entanto, a participação da população na economia de água, conforme ele, evitou uma convulsão social e a Sabesp sai dessa crise fortalecida.

"Mesmo que se repitam condições hidrologicamente tão adversas quanto a vivenciada no biênio 2014-2015, a segurança hídrica estará integralmente garantida quando outras três obras estiverem concluídas: Bacia do Rio Ribeira, Bacia do Rio Paraíba do Sul e Bacia do Rio Itapanhaú", ressalta Kelman, no documento.

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