Sabesp lança edital para transposição entre represas Jaguari e Atibainha

Sabesp lança edital para transposição entre represas Jaguari e Atibainha

Obra permitirá levar água do Paraíba do Sul para o Cantareira em 18 meses; no sentido contrário, prazo é de quase 3 anos

EDUARDO RODRIGUES, RAFAEL MORAES MOURA e STEFÂNIA AKEL, O Estado de S. Paulo

30 Janeiro 2015 | 23h39

A Sabesp lançou nesta sexta-feira, 30, o edital para a transposição entre as Represas Jaguari, da Bacia do Paraíba do Sul, e Atibainha, da Bacia do Sistema Cantareira, obra considerada “estruturante” pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) no enfrentamento da crise hídrica no Estado. “Temos um conjunto de obras e investimentos ao longo do ano e hoje celebramos aqui uma conquista importante. É uma obra de mão dupla que dobra a capacidade de reservação.” 

A interligação permitirá a captação de água tanto da Represa Jaguari para a Atibainha, como também no sentido contrário, de acordo com a companhia. O empreendimento tem vazão média prevista de 5,13 mil litros por segundo e máxima de 8,5 mil litros por segundo. 

A previsão é de que a transferência para o Sistema Cantareira seja concluída em 18 meses. Já o bombeamento no sentido inverso, da Atibainha para a Jaguari, estará em funcionamento só com a conclusão total da obra, prevista para daqui a quase três anos. A Sabesp informou que a intervenção está no Plano da Macrometrópole, que lista as obras necessárias para garantir o abastecimento nas próximas décadas para Grande São Paulo, região metropolitana de Campinas, Baixada Santista e Vale do Paraíba. 

“Sua execução é essencial diante da crise hídrica. No total, as iniciativas do governo do Estado para ampliar a oferta de água na macrometrópole preveem elevar a produção em 25 mil litros por segundo”, comunicou a Sabesp. 

Na semana passada, o projeto de interligação do reservatório Jaguari-Atibainha foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) A decisão foi tomada no dia 22 pelo Comitê Gestor (CGPAC). A obra, estimada em R$ 830,5 milhões, faz parte dos projetos de segurança hídrica que o governo de São Paulo apresentou ao Palácio do Planalto com o objetivo de reforçar o abastecimento de água no Estado. 

“A obra já está no RDC (regime diferenciado de contratação), que pode acelerar o processo licitatório. O diagnóstico é que hoje o Jaguari estaria em uma cota de 0%, mas só o volume morto do Jaguari é aproximadamente metade do volume útil do Cantareira”, destacou o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

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