Sabesp inicia novo desconto neste sábado, dia de protesto por falta d'água

Clientes que economizarem a partir de 10% também ganharão bônus; 17 mil pessoas confirmam presença em manifestação

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

01 de novembro de 2014 | 12h13

SÃO PAULO - O novo bônus para quem economizar água em São Paulo começa a valer neste sábado, 1.º, segundo informa a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A data é a mesma em que um grupo de movimentos sociais prevê fazer uma manifestação contra a crise hídrica paulista às 15h no Largo da Batata, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.

Aprovado no último dia 21, o bônus passa a incluir imóveis que tiverem redução de 10% a 20% no consumo de água. Quem economizar entre 10% e 15%, terá economia de 10%. Já os consumidores que deixarem de gastar entre 15% e 20%, pagarão uma conta 20% menor. Conforme a Sabesp, "o cálculo é feito em relação à média de consumo dos 12 meses que vão de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014"..

Desde fevereiro, clientes da Sabesp que economizam 20% ou mais da água consumida recebem um desconto de 30%. As novas faixas de desconto passam a ser aplicadas nas contas a partir de dezembro, segundo a Sabesp.

A empresa, que é controlada pelo governo do Estado, informa que o bônus vale para as seguintes cidades da Grande São Paulo: São Paulo, Arujá, Barueri, Biritiba-Mirim, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu das Artes, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Mairiporã, Mogi das Cruzes (bairros da divisa), Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista. Já na Região Metropolitana de Campinas e região bragantina: Bragança Paulista, Hortolândia, Itatiba, Joanópolis, Monte Mor, Morungaba, Nazaré Paulista, Paulínia, Pinhalzinho, Piracaia e Vargem.

Protesto. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) enfrenta às 15h deste sábado um protesto pela falta de água em São Paulo. Batizada de "Alckmin, cadê a água?", a manifestação, no Largo da Batata, foi organizada por meio das redes sociais da internet, tinha, pela manhã, 17 mil pessoas confirmando presença no Facebook.

Na página do evento, os organizadores informam que "o governo finge que nada acontece, mas a verdade é que São Paulo vive uma grave crise de desabastecimento de água" e que "em diversas cidades, a população já sofre com racionamentos que deixam as torneiras secas durante dias", citando o exemplo de Itu, a 101 km da capital paulista.

"É preciso dar um basta! O verdadeiro culpado por essa crise não é São Pedro e sim o governador Geraldo Alckmin. A Sabesp, companhia de abastecimento do estado, sabia que a situação estava insustentável. Ainda assim, o dinheiro arrecadado com o pagamento das contas de água foi usado para encher o bolso dos acionistas da companhia ao invés de ser investido em obras", informa ainda o texto. O governo do Estado e a Sabesp negam que tenha faltado investimento no setor. 

A administração Alckmin culpa a falta de chuvas, no que seria a pior seca em 84 anos, pelo nível baixo dos reservatórios.

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