Sabesp incorpora 2ª cota de água do volume morto no Cantareira

Sabesp incorpora 2ª cota de água do volume morto no Cantareira

Volume armazenado estava em 3% ontem e subiu para 13,6% com a nova 'reserva técnica'; recurso de 105 bilhões de litros ainda não foi liberado para o consumo

Rafael Italiani e Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

24 de outubro de 2014 | 11h13

 SÃO PAULO - A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) incorporou ao Sistema Cantareira, nesta sexta-feira, 24, 105 bilhões de litros de água da segunda cota do volume morto. Ontem o reservatório estava com 3% da capacidade e com a nova reserva o número subiu para 13,6%. Do total, 80 bilhões são do reservatório Jaguari/Jacareí. O restante vem do reservatório de Atibainha. 

Ao comentar a medida, na manhã desta sexta, o governador Geraldo Alckmin afirmou acreditar que a reserva técnica talvez não precisasse ser usada e voltou a garantir o abastecimento. "Acho que talvez a gente nem precise da segunda reserva técnica porquejá passamos o período mais seco e temos ainda 2,9% no sistema. Oabastecimento está garantido. Aliás, hoje já está sendo computado. Diriaque é uma segurança importante" , disse o governador.


A Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) ainda discutem como será feita a liberação desta água, já que o primeiro volume morto foi liberado para os abastecimento de uma só vez. Uma das alternativas para a segunda cota é a de que a água seja liberada aos poucos, preservando os 106 bilhões de litros que serão captados por bombas. 

Mesmo com as regras ainda sendo discutidas, um boletim diário feito pela ANA e divulgado na última segunda-feira, 20, revela que parte do segundo volume morto já começou a ser usada. De acordo com o levantamento a Sabesp já retirou 3,2 bilhões de litros de água na segunda reserva da Represa de Atibainha.

No dia seguinte, durante uma palestra a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) convocada por deputados estaduais do PT, o presidente da ANA, Vicente Andreu, classificou o uso da segunda cota como "pré-tragédia".

 

 

 

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