Hélvio Romero/Estadão
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Sabesp diz que não cumpre norma de pressão de água

Diretor afirma que rede de distribuição é preservada em 'situação de anormalidade'; em alguns bairros, pressão é somente de 10%

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

25 Fevereiro 2015 | 12h45

Atualizado às 13h20

SÃO PAULO - Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) na Câmara Municipal de São Paulo na manhã desta quarta-feira, 25, o diretor metropolitano da companhia, Paulo Massato, admitiu que a Sabesp mantém a pressão de água nas tubulações abaixo do recomendado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), de 10 metros de coluna de água, o necessário para manter as caixas cheias.

"Estamos em uma situação de anormalidade. Nós não conseguiríamos abastecer 6 milhões de habitantes  se mantivéssemos a normalidade", disse Massato. "Nós estamos garantindo 1 metro da coluna de água, preservando a rede de distribuição. Mas não tem pressão suficiente para chegar na caixa d'água. Estamos abaixo dos 10 metros de coluna de água, principalmente nas zonas mais altas e mais distantes dos reservatórios." 

Em dezembro, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que a estatal estava dentro das normas e que os problemas eram pontuais.

Massato afirmou ainda que tem "convicção" de que é melhor a redução da pressão do que implantar o rodízio. "Minha percepção é que o rodízio não será necessário", declarou. Já o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, disse ter a "percepção" de que o rodízio de água não será necessário.

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