Tiago Queiroz/Estadão
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Sabesp diz que chance de Cantareira sair do volume morto é de 97%

Companhia explicou que dados abrangem registros que datam de 1930 na bacia da Cantareira, antes mesmo da construção da represa

Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo

16 Novembro 2015 | 23h01

Após São Paulo ter chuvas acima da média histórica neste mês de novembro, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou nesta segunda-feira, 16, que a probabilidade de que o Sistema Cantareira recupere sua capacidade e deixe de precisar usar água do chamado volume morto até o início do próximo período seco, no fim de abril, é de 97,6%%. Na capital, choveu 149,7 milímetros até esta segunda, 16% acima da média histórica. Só em três dias não houve precipitações.

Segundo nota oficial veiculada pela empresa, a estimativa foi feita “com base na série histórica de afluências ao Cantareira”. A Sabesp explicou que os dados abrangem registros que datam de 1930 na bacia da Cantareira, antes mesmo da construção da represa. 

Nesse período, dois anos - 1953 e 2014 - tiveram afluência abaixo do que seria atualmente necessário para encher o volume morto até o mês de abril. No entanto, a empresa ressalta que a população deve continuar o esforço de redução do consumo.

Considerado o principal sistema hídrico de São Paulo, o Cantareira voltou a ficar estável nesta segunda-feira, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. Já o Alto Tietê, que atravessa crise severa, perdeu volume de água represada e não registra aumento há seis dias. Apenas o Guarapiranga e Alto Cotia subiram.

Responsável por abastecer 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira operava nesta segunda com 17,5% da capacidade. A pluviometria acumulada neste mês, na área do reservatório, está em 96,8 mm. O volume é cerca de 13% maior do que o esperado pela média histórica.

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