Sabesp arrecada R$ 79,3 mi com multa da água em três meses

Sabesp arrecada R$ 79,3 mi com multa da água em três meses

Deliberação da Arsesp que autorizou a multa a partir de janeiro determina que o valor arrecadado deve ser aplicado em ações de enfrentamento da crise hídrica

Fabio Leite , O Estado de S. Paulo

15 Maio 2015 | 03h00

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já arrecadou R$ 79,3 milhões com a multa da água entre janeiro e março, aponta balanço financeiro do primeiro trimestre divulgado pela empresa ao mercado na noite desta quinta-feira, 14.

Segundo a estatal, a arrecadação extra com a sobretaxa de até 50% na conta para quem aumentar o consumo, que entrou em vigor em janeiro deste ano, ajudou a amenizar a queda na receita operacional da companhia no período, que foi de R$ 440 milhões, ou 18% na comparação com 2014.

A deliberação da Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp) que autorizou a multa a partir de janeiro determina que o valor arrecadado pela companhia com a multa deve ficar em uma conta específica e ser aplicado em ações de enfrentamento da crise hídrica.


De acordo com a Sabesp, em março, 18% dos clientes aumentaram o consumo em relação à média pré-crise, dos quais 11% foram multados. O índice se repetiu em abril. São cerca de 450 mil clientes da Grande São Paulo que foram sobretaxados.

Segundo o balanço, a Sabesp também deixou de arrecadar R$ 211,2 milhões com a concessão de desconto na conta para quem economizar água. Na comparação com primeiro trimestre de 2014, o lucro líquido da companhia caiu 33,4%, de R$ 477,6 milhões para R$ 318,2 milhões.

No documento, a companhia destaca ainda que, além da receita com a multa, parte das perdas foi reduzida devido ao reajuste de 6,5% na tarifa que entrou em vigor em dezembro, com efeito financeiro a partir de janeiro. A situação deve melhorar no balanço do 3º trimestre, com o reajuste extraordinário de 15,2% na conta, concedido neste mês para vigorar a partir de junho.

A Sabesp, contudo, queria um reajuste superior, de 22,7%, para repor a queda no volume faturado, que foi de 11,7% no primeiro trimestre deste ano, e o aumento do custo de energia elétrica. Como a reajuste aprovado ficou abaixo do esperado, a empresa disse que vai adiar investimentos, como na despoluição dos rios. No primeiro trimestre deste ano, o investimento total da companhia foi de R$ 579,5 milhões. Para o ano, estão previstos R$ 2,4 bilhões. 

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