Sabesp anuncia redução do valor da conta de água em Franca

A falta d'água, que chegou a durar três dias em algumas regiões da cidade, estará estabilizada na sexta-feira, 25

Brás Henrique, especial para o Estado,

24 de julho de 2008 | 14h33

Devido ao transtorno da falta de água em Franca, que atingiu mais de 80% da população, Gesner Oliveira, presidente da Sabesp, que esteve na cidade nesta quinta-feira, 24, anunciou a redução proporcional na conta de água de julho a todos os moradores, considerando o tempo sem o fornecimento de água. Ele acrescentou que ainda não é possível citar valores. Oliveira também anunciou que uma nova estação de captação de água, com custo estimado em R$ 120 milhões, deverá ser licitada até o final do ano - e entrará em operação em três anos. A falta de água em Franca, na região de Ribeirão Preto, levou o prefeito Sidnei Franco da Rocha (PSDB) a decretar estado de emergência na noite de quarta-feira, 23. A normalização do abastecimento deverá ser concluída até o início da noite de sexta-feira, 25.  A Sabesp tinha anunciado, na quarta-feira, 23, que o serviço na tubulação do bombeamento do Rio Canoas havia terminado e que o fornecimento de água seria normalizado em toda a cidade até a manhã de sexta-feira, 25. Mas houve um segundo rompimento da tubulação na tarde de quarta-feira, 23, e a situação se agravou. Os serviços foram executados durante toda a noite e a adutora voltou a operar normalmente no início da tarde desta quinta-feira, 24. Comércio e indústria já foram afetados. Creches e escolas particulares estão com as atividades suspensas. Quase 50 caminhões-pipa da cidade, de empresas, de outros municípios e até de cidades de Minas Gerais levam água aos moradores. O decreto do estado de emergência de Rocha suspende ainda o uso de água do serviço público para lavagens de veículos, irrigações de jardins e limpezas de calçadas. Os estabelecimentos que possuem poços artesianos ficam obrigados a fornecer água para atender as necessidades básicas da população, entre outras medidas. O problema surgiu no domingo, 20, durante a intervenção programada na adutora do Rio Canoas, responsável por cerca de 85% do abastecimento de água do município - os outros 15% são captados no Córrego Pouso Alegre. "O terreno é difícil para se trabalhar, formado por turfas e saibro, e para chegarmos à tubulação tivemos que remover o solo ao redor, num serviço arriscado", comentou Bueno. Na noite de segunda-feira, 21, houve rompimento da tubulação, o que causou a falta de água. 

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