Sabesp agora pede economia de água por SMS

Em texto, empresa menciona as 'altas temperaturas e aumento do consumo', mas não dá informações sobre o nível da Cantareira

Nivaldo do Santos; Fábio Leite, O Estado de S. Paulo

17 de outubro de 2014 | 22h22

O risco de desabastecimento de água em São Paulo levou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que atende 70% da população paulista, a disparar mensagens para os celulares de clientes recomendando economia no consumo para que seja “mantido o abastecimento”.

A empresa afirma, por meio de sua assessoria, que a mensagem é a primeiro do tipo com função “pedagógica” enviada para os clientes cadastrados em seu sistema de dados. Os números são armazenados pela empresa toda vez que as pessoas ligam para fazer reclamações ou pedir informações gerais.

No texto, a Sabesp menciona “altas temperaturas e aumento do consumo”. A mensagem não menciona o baixo nível do Sistema Cantareira, cujo déficit diário de água subiu 16% neste mês, chegando a 1,56 bilhão de litros. A íntegra da mensagem enviada diz: “Sabesp informa: Devido a altas temperaturas e aumento do consumo, solicitamos que economizem água para mantermos o abastecimento de São Paulo”.

Fora do ar. Ontem, a Sabesp retirou da internet todas as informações relacionadas ao Cantareira, como o nível de armazenamento do manancial, as vazões retiradas de cada uma das cinco represas do sistema, e o boletim diário que mostra quantos litros de água restam em cada reservatório. Segundo a empresa, houve “problema técnico”, que será resolvido na segunda.

Nesta semana, a Agência Nacional de Águas (ANA) acusou a Sabesp de captar água abaixo do limite autorizado do volume morto. Técnicos da agência fotografaram, no dia 14, o nível na Represa Atibainha 38 centímetros abaixo da cota permitida. No dia seguinte, a régua de medição sumiu do local. A Sabesp nega a prática. 

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