Sabesp abre nova comporta e parte de Jaguariúna alaga

Quinze bairros da cidade vizinha de Campinas estão debaixo d'água

Rodrigo Burgarelli e Tatiana Fávaro, O Estado de S.Paulo

14 Janeiro 2011 | 00h00

A água que desceu da abertura das comportas de um reservatório de abastecimento da Grande São Paulo alagou ontem 15 bairros da cidade de Jaguariúna, na Região Metropolitana de Campinas. Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a Represa Jaguari/Jacareí teve de começar a despejar água numa vazão de 40 m³/s, para não correr risco de ser rompida, já que sua capacidade estava no limite.

 

Veja também:

link Água começa a baixar em Franco da Rocha; trem continua parado

link De 41 piscinões previstos, só um foi construído

especial Dez anos de enchentes e promessas

mais imagens GALERIA: Estragos da chuva na capital

Segundo a Defesa Civil da cidade, as comportas foram abertas ainda na manhã de quarta, quando os alertas começaram a ser emitidos aos moradores das áreas próximas às margens do Rio Jaguari. Mas o nível da água subiu rapidamente para 2 metros acima do normal.

A Prefeitura removeu 30 famílias na manhã de ontem. Parte delas está alojada em pousadas da cidade com estadia paga pelo município. Outras foram para a casa de parentes ou amigos.

Anteontem, as comportas de outra represa do Sistema Cantareira tiveram de ser abertas em Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Para a Sabesp, entretanto, a liberação de água não influencia no alagamento das cidades que ficam mais abaixo do curso d"água. Isso porque, segundo a companhia, a quantidade de água que a represa recebe é bem maior do que o que é liberado rio abaixo.

Na Jaguari/Jacareí, a vazão liberada foi de 40 m³/s, mas o reservatório estava retendo um volume de 160 m³/s - quase quatro vezes maior. O mesmo aconteceu na Represa Paiva Castro: 80 m³/s de água haviam sido liberados em direção a Franco da Rocha na madrugada de quarta-feira, mas a vazão liberada já diminuiu para 5 m³/s ontem à tarde.

Mais transtornos. As rodovias que ligam Amparo a Morungaba (SP-360) e Amparo a Pedreira (SP-95) foram interditadas ontem pelo Departamento de Estradas de Rodagem, por determinação da Defesa Civil do Estado. A água invadiu a região e deixou os moradores ilhados. Em Atibaia, as enchentes prejudicaram 1.018 famílias em 16 bairros. Não houve vítimas, mas a Prefeitura decretou situação de emergência na terça-feira Segundo administração, o prejuízo estimado para os estragos chega a R$ 11 milhões.

Em Campinas, desde o início das enchentes, 50 famílias foram para abrigos públicos e seis estão em casas de parentes ou amigos. Na cidade de Sumaré, também em situação de emergência, a prefeitura estima prejuízo de R$ 8,6 milhões. O relatório aponta 179 pessoas desabrigadas, 3.928 desalojadas e um total de 6.250 famílias prejudicadas pelas enchentes.

Outra cidade do interior que pode sofrer as consequências da chuva é Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo. A Sabesp informou que, por causa das chuvas da madrugada de ontem, duas bombas da Estação de Tratamento de Água da região estragaram. O abastecimento de água da região pode ser prejudicado e não há previsão para conserto dos equipamentos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.