Sabe o Chipre?

Agenda positiva

TUTTY HUMOR, O Estado de S.Paulo

20 Março 2013 | 02h06

O Brasil de Neymar & Cia tem boas chances de quebrar amanhã contra a Itália mais uma escrita do futebol mundial: há 30 anos a seleção não perde para a adversária.

Basta!

Claro que não merecem pena tão severa quanto a que baniu da seleção da Grécia o jogador que comemorou um gol de seu time com a clássica saudação nazista, mas outros gestos célebres de goleadores deveriam ser de alguma forma coibidos em campo! Basta, por exemplo, de coraçãozinho com as mãos, né não?!

Graças a Deus

Os ultraconservadores do Vaticano respiraram aliviados ao final da missa solene de ontem que oficializou o início de novo pontificado. Temia-se que, no embalo do estilo informal do papa Francisco, a celebração terminasse num imenso Harlem Shake na Praça São Pedro.

Irrelevante

Que xampu o ministro Moreira Franco usa para ficar com o cabelo branquinho daquele jeito? Taí uma coisa que não interessa a quase ninguém no Congresso, onde praticamente todo mundo pinta o cabelo de preto!

Base aliada

Dilma Rousseff ofereceu ao Vaticano o programa Minha Casa, Minha Vida para que o novo papa possa cumprir a missão conferida por Cristo: "Vai Francisco, conserta a minha casa que está caindo em ruínas!"

Soldado do fogo

Entreouvido em papo de tucanos:

"Tomara que o Geraldo Alckmin

tentando apagar incêndio no PSDB não vire exemplo para o Corpo de Bombeiros de São Paulo!"

As autoridades financeiras europeias - ô raça! - estão, como se diz, procurando Chipre em cabeça de cavalo! Conseguiram, a pretexto de um pacote de ajuda econômica aos cipriotas, transformar a pindaíba de uma ilhota menor que Aracaju em risco iminente de fim do mundo.

O submundo da grana suja banhada pelo Mediterrâneo entrou em pânico com a ameaça de confisco das contas bancárias no paraíso fiscal e, a julgar pela gritaria nas bolsas de valores do resto do planeta, nem o Plano Collor repercutiu tão mal no exterior.

Claro que, antes do crack final, os gênios da economia vão dar um jeito de desfazer a lambança decorrente da decisão tomada na zona do euro, mas, até lá, o Chipre será assunto quase tão frequente quanto o papa no noticiário de primeira página.

Quem não gosta de economia ainda acaba aprendendo alguma coisa nas entrelinhas desta chatice: por exemplo, que o menor país da União Europeia tem população igual à de Campos do Jordão no inverno (900 mil habitantes); e que a capital Nicósia está dividida por um muro que separa os turcos dos gregos.

O fim do mundo, convenhamos, merece desfecho mais grandioso!

Eu, hein!

O que Aloizio Mercadante andou rezando nesses últimos dias em Roma, francamente, quem conhece o ministro de longa data sabe que aí tem!

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