Rush na hora do almoço

O horário entre 12h e 14h virou o segundo mais procurado pelos passageiros na Linha-4

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2010 | 00h00

A análise dos horários de maior movimento da Linha 4-Amarela do Metrô revela um dado curioso. Depois do período entre 9h e 10h - utilizado por pessoas que seguem para seus compromissos diários -, o horário de maior movimento é o do almoço. Na maior parte dos casos, são pessoas que saem da Avenida Faria Lima, na zona sul, para almoçar na Paulista, região central.

Os horários entre 12h e 13h e das 13h às 14h estão empatados no segundo lugar entre os mais movimentados. Cerca de quatro mil pessoas utilizam a Linha 4-Amarela nesses períodos. Muitos aproveitam a gratuidade momentânea das viagens para seguir para a Avenida Paulista - a cobrança pelas viagens começa na segunda-feira.

"Mas esse não é o principal motivo", diz a psicóloga Sandra Rezende, de 32 anos. No início da tarde de quarta-feira, ela seguia para um almoço de negócios na região da Avenida Paulista e optou pelo Metrô para fugir dos congestionamentos. "Eu venho trabalhar de carro porque onde eu moro, em Santo Amaro (zona sul), não há boa oferta de transporte público. Mas não vale a pena tirar o carro do estacionamento agora e ir para a Paulista, porque a gente perde muito tempo no trânsito", completa.

A maior quantidade de restaurantes é um dos motivos que levaram o bancário Joel Falcão, de 37 anos, a ir almoçar na Avenida Paulista. "Aqui na Faria Lima você não tem muitas opções, ao contrário da Paulista. E, além disso, lá na Paulista você consegue tomar um café em uma livraria e aproveitar melhor a hora do almoço", conta ele, que antes evitava esses programas por causa do trânsito. "Se eu fosse entrar em um táxi para ir até lá, perderia quase todo meu horário de almoço."

A professora Roseli De Divitiis, de 35 anos, também aproveita a nova linha do Metrô para ir até a Paulista na hora do almoço. Mas, ao contrário da maioria, não são os restaurantes que a atraem. "Vou até lá para ver meu namorado, que trabalha na Paulista", conta a professora.

Somente na última terça-feira é que a hora do almoço perdeu o posto entre os horários mais movimentados, porque 6 mil passageiros utilizaram a linha perto das 15 horas (recorde do horário) para chegar em casa a tempo de ver a estreia do Brasil na Copa.

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