Ruas e acessos fechados

INTERVENÇÕES DA CET NO JARDIM MARAJOARA

O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2013 | 02h03

É impossível não se indignar com o que fizeram no Jardim Marajoara, onde resido há 30 anos. Medidas para desafogar o trânsito eram necessárias, mas fechar e estreitar ruas com jardins para que apenas alguns tenham o fluxo desviado de suas portas é, no mínimo, insensato e egoísta. Pergunto: para que serve o ridículo canteiro na descida da Rua Manoel dos Reis Araújo, para quem vem da Avenida Interlagos? Por que fecharam a única entrada de quem está na Avenida Washington Luís e quer acessar o bairro? Para atender ao interesse de alguns, a CET tolheu o direito de ir e vir de inúmeros outros cidadãos.

ELIZETE BRAUN / SÃO PAULO

A CET afirma que as intervenções foram solicitadas pela Sociedade dos Amigos do Jardim Marajoara (Sajama) e que o projeto de moderação de tráfego é regulamentado pela Portaria 043/2009. Informa que projetos como esse podem ser adotados em bairros residenciais que tenham grande fluxo de veículos fugindo do sistema viário principal, com velocidades incompatíveis com a malha viária local. Após estudar a solicitação de moradores, a CET pode autorizar avanços de calçada, estreitamentos de via, rotatórias, ilhas de apoio para pedestres, floreiras e alterações de sentido de circulação. Conforme a portaria, as despesas do projeto são arcadas pelo próprio requerente.

A leitora reclama: As mudanças foram em prol de poucos, que se sentem no direito de privar a locomoção de outros cidadãos. O que se tem hoje é um quadrilátero de ruas (Washington Luís, Interlagos, Sócrates e Sargento Geraldo Santana) entupido de carros, sem alternativa de circulação.

CORREIOS

Encomendas roubadas

De uns tempos para cá ficou impossível fazer uma compra e depender dos Correios para entrega. Em janeiro fiz duas compras que ficaram "passeando" dois dias e não foram entregues "por motivos operacionais"; no terceiro dia apareceu a informação de "roubo em assalto". Após contatar as lojas que reenviaram os produtos, uma das encomendas "sumiu" do sistema de rastreamento e tive de ir buscá-la no Centro de Entrega de Encomendas (CEE). Fiz nova compra e o que aconteceu ao chegar ao CEE São Bernardo? Foi roubada de novo! Já está na hora de os Correios prestarem contas sobre tantos extravios e encomendas não entregues.

ANDERSON GARCIA

/ SÃO BERNARDO DO CAMPO

Os Correios informam que os dois objetos citados se encontravam em uma carga que foi assaltada durante o transporte rodoviário. Conforme as normas postais, o remetente tem direito à indenização e já recebeu os valores correspondentes. Sobre o terceiro objeto, o remetente deve formalizar o pedido de indenização. Os Correios afirmam que, por causa de assaltos, adotam ações orientadas pela área de monitoramento e pesquisa de segurança, para proteger empregados e objetos.

O leitor questiona: Duas das encomendas citadas saíram três vezes do CEE São Bernardo e não foram entregues. Cadê a logística que uma empresa desse porte tem a obrigação de possuir? E ainda a terceira encomenda foi roubada menos de um mês depois do primeiro roubo.

REGIÃO CENTRAL

Viaduto interditado

Depois do fechamento do Viaduto Orlando Murgel, as ruas da Barra Funda e de Santa Cecília ficaram entupidas de carros e é quase impossível transitar em horários de pico. A CET só colocou faixas avisando do fechamento, mas não indica caminhos alternativos e não há agentes no local para orientar os motoristas. Essa parte da cidade virou um caos e a CET não dá nenhuma satisfação.

ROSA KRETZIG / SÃO PAULO

A CET informa que montou uma operação especial de trânsito para o retorno à circulação dos ônibus pelo Viaduto Engenheiro Orlando Murgel e está executando desvios e rotas alternativas decorrentes da restrição de circulação de automóveis no viaduto. Para informar motoristas e pedestres, instalou faixas de orientação nas principais vias de acesso ao viaduto. Técnicos da SPTrans e agentes da CET seguem orientando e monitorando o trânsito na região. Ressalta que o novo esquema de circulação do viaduto deve vigorar até o término das obras estruturais que estão sendo feitas no local.

A leitora constata: A Rua Barra Funda fica totalmente congestionada a partir das 17 horas e não vejo agentes nesse horário. A Rua Brigadeiro Galvão também para, pois é caminho para chegar ao Viaduto do Pacaembu. As ruas ao redor deveriam ter pelo menos um lado com estacionamento proibido para melhorar o trânsito.

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