Rua tem circulação limitada

ALTERAÇÕES DA CET EM VIA PÚBLICA

O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2013 | 02h04

Andando pelo Jardim Paulista, em dezembro, descobri um abuso numa via pública. A Rua Henrique Martins, que começa na Avenida República do Líbano e termina quase na Avenida São Gabriel, teve uma alteração no seu traçado do n.º 1 ao n.º 400. Nesses quatro quarteirões, além das rotatórias que já existiam, foram colocadas grandes jardineiras de cimento nas duas laterais da rua, diminuindo para 1/3 a área de circulação de carros e pedestres. Além do perigo, pois à noite não se enxergam as tais jardineiras (alguns carros já bateram nestas laterais de cimento), trata-se de uma arbitrariedade com o uso do bem público. A rua é pública e não há razão para limitar a circulação.

CLAUDIA MUSTO / SÃO PAULO

A CET informa que as intervenções na R. Henrique Martins fazem parte de um projeto de moderação de tráfego regulamentado pela Portaria 043/2009. Esse projeto pode ser adotado em bairros residenciais que tenham, em suas vias locais, grande fluxo de veículos fugindo do sistema viário principal, com velocidades incompatíveis com a malha viária e a dinâmica local. Após estudar as solicitações de moradores, a CET pode autorizar a elaboração de projetos para aumentar a segurança viária. Entre os elementos que podem ser autorizados estão as rotatórias e/ou rotatórias ajardinadas. As despesas com a adoção das medidas devem ser arcadas pelo próprio requerente.

A leitora comenta: Tecnicamente, a resposta está correta. A comunidade local solicitou e pagou pelas transformações e a CET concordou. Mas, se todos nós formos requerer o "fechamento" de ruas próximas a vias de grande circulação, não haverá como carros, pedestres e ciclistas trafegarem por São Paulo.

CICLISTAS X PEDESTRES

Bicicletas na calçada

As calçadas são feitas para pedestres ou ciclistas? Em São Paulo, parece que os ciclistas têm o direito de transitar pelas calçadas, pondo em risco a integridade dos pedestres. Na Avenida Paulista, fui atropelado por uma bicicleta e o condutor ainda gritou e xingou impropérios. Ajudado por outras pessoas, fiquei sabendo que o trânsito de bicicletas pelas calçadas da Avenida Paulista é comum, assim como os acidentes causados por elas.

GERALDO BANASKIWITZ

/ SÃO BENTO DO SAPUCAÍ

A CET informa que, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o ciclista deve respeitar todas as regras de trânsito, como semáforos, sinalização e circulação na mão correta de direção. Mas, apesar de o CTB estabelecer várias obrigações para o ciclista, não há uma definição do Departamento Nacional de Trânsito de como esta fiscalização será realizada. A Secretaria Municipal de Transportes, por meio da CET, estuda alternativas para o trânsito mais seguro de bicicletas. Com o objetivo de proporcionar uma convivência mais harmoniosa entre ciclistas e demais usuários do espaço viário urbano, a companhia trabalha com três pilares: educação, fiscalização e infraestrutura segura para o transporte de ciclistas.

O leitor questiona: A CET não respondeu à pergunta: é permitido o trânsito de bicicletas na calçada?

ITAIM-BIBI

Fios caídos e pendurados

Na Rua Leopoldo Couto de Magalhães a quantidade de fios caídos na rua é enorme. A AES Eletropaulo colocou postes novos com três fios e abandonou os outros postes por ali. O bairro está um horror!

MARIA RITA GUIMARÃES

/ SÃO PAULO

A AES Eletropaulo informa que enviou equipe ao endereço citado e constatou que os fios mencionados são de comunicação. As empresas responsáveis foram avisadas para readequar a fiação no local.

A leitora comenta: De qualquer maneira, o bairro está decadente por causa dos fios caídos e pendurados.

SABESP NÃO INFORMA

Cortes diários de água

Na Rua Joaquim de Carvalho, na Chácara Santo Antônio, temos enfrentado o corte de água diário no período noturno. Durante o corte, ao abrir a torneira, sai um forte jato de ar que aciona o hidrômetro. Estamos pagando por ar?

ALVARO BENEDITO DE OLIVEIRA

/ SÃO PAULO

A Sabesp informa que o desabastecimento no imóvel ocorreu por causa de obras de manutenção nas instalações. Uma equipe

técnica entrou em contato com o leitor e lhe explicou a situação.

O leitor contesta: Uma equipe técnica veio para verificar minhas instalações internas, sem que soubessem do motivo da visita. A resposta é inverídica!

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