Rua fechada vira 'sem saída'

CET E SUBPREFEITURA ALTERARAM VIA

O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2013 | 02h03

Para piorar o já caótico trânsito da cidade, foi fechada a Rua Dona Alcide Rios de Castro. Isso dificulta a vida de quem está na Avenida Indianópolis, em direção à Avenida República do Líbano, e quer se dirigir ao lado contrário. Essa medida beneficia poucos moradores e prejudica milhares de pessoas. Falei com a Subprefeitura Vila Mariana, a Prefeitura, a CET e o Ministério Público e um passa o problema para o outro. Ouvi dizer que, por um morador ser figura pública, foi possível fechar a rua. E ainda colocaram a placa "rua sem saída", o que não é verdade!

FÁBIO NASSIF HUSSNI / SÃO PAULO

A CET informa que a análise para o fechamento da via citada foi feita após solicitação da Subprefeitura Vila Mariana. O pedido baseou-se em decreto municipal que considera a via como de característica de sem saída (via local com importância exclusiva para o trânsito de veículos de acesso às moradias nela inseridas). A maioria dos moradores concordou com o fechamento e a via está devidamente sinalizada.

A Subprefeitura Vila Mariana informa que o pedido de fechamento foi aceito e publicado no Diário Oficial da Cidade em 4/5/2011. Salienta que o Decreto 51.541/2010 "dispõe sobre o fechamento ao tráfego de veículos estranhos aos moradores de vilas, ruas sem saída e ruas e travessas com características de rua sem a saída". Quanto às condições viárias, foram analisadas pela CET.

O leitor reclama: O fechamento da rua, que é "com saída", beneficiou uns poucos em detrimento de milhares de pessoas. A subprefeitura agiu muito mal e, pior, a CET concordou.

TAM - 1

Prejuízos com voo alterado

Em 10/1 adquiri duas passagens da TAM e recebi a confirmação da compra no dia seguinte. No entanto, em 30/1 recebi uma mensagem no celular informando uma alteração no horário do voo. Liguei na TAM e o atendente confirmou a mudança e ficou tentando me jogar para voos que eu não teria condições de pegar. Perguntei se a troca de horário tinha sido causada por overbooking e ele admitiu que sim. Ficamos meia hora no telefone, até que ele encerrou a conversa com a informação de que eu estava fora daquele voo! Pedi o reembolso dos bilhetes e, adivinhem?, ele disse que eu teria de ir a uma loja da TAM e esperar 30 dias pela devolução do dinheiro!

ROCHAEL OLIVEIRA / SÃO PAULO

A TAM diz que entrou em contato com o leitor para informar que o reembolso dos bilhetes, solicitado em 2/2, será concluído nos próximos dias, sem o desconto da taxa administrativa. Informa que, segundo a Anac, o prazo máximo para reembolso deve ser de 30 dias, a contar da data da solicitação. Afirma que a aviação está suscetível a fatores de ordem natural, operacional ou da própria dinâmica do mercado, em que a companhia se vê obrigada a reprogramar a sua malha aérea, mas sempre de forma que o cliente seja minimamente impactado.

O leitor reclama: Sinto-me enganado, pois o próprio funcionário da TAM confirmou o overbooking. Tive de me deslocar até a loja da TAM, perdi tempo e ainda gastei com estacionamento. É um absurdo!

TAM - 2

Extravio e indenização pífia

Em 25/12 fiz uma viagem pela TAM e despachei minha bagagem no Aeroporto de Guarulhos. Ao chegar ao Aeroporto de Montevidéu, uma das malas não foi localizada. Fui ao setor de extravio, registrei uma reclamação e passei todos os meus dados. Durante a viagem, liguei todos os dias para o aeroporto e todas as ligações caíram na secretária eletrônica! Quando voltei ao Brasil, liguei várias vezes para a TAM, mas ninguém sabia passar alguma informação. Alguns dias depois, recebi e-mail da companhia pedindo para eu descrever os pertences da mala. Fiz isso há mais de 20 dias! Em 25/1 fui informada de que o setor de indenização entraria em contato para explicar como o reembolso seria feito, mas isso não ocorreu. Não sei o que é pior: a TAM perder a bagagem de um passageiro ou o seu descaso com o cliente.

MARCELA GUARANA / SÃO PAULO

A TAM informa que, infelizmente, após buscas intensas, não foi possível localizar a bagagem. Sendo assim, providenciou a indenização em conformidade com os critérios da Convenção de Montreal. O valor já está disponível.

A leitora reclama: A TAM quer me pagar R$ 212 de indenização, praticamente só o valor da mala. E todos os pertences que estavam na bagagem? Não vou mais perder tempo com a TAM. Acionei meu advogado.

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