Roubos saem do centro e vão para a periferia

Nos primeiros nove meses do ano, as operações da Polícia Militar em regiões ricas como Morumbi, na zona sul, e centrais, como Santa Ifigênia e Sé, deram bons resultados e ajudaram a diminuir os crimes contra o patrimônio nesses lugares. Em compensação, roubos em geral e de carros cresceram de forma acelerada, principalmente nas periferias da cidade.

O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2011 | 03h06

O resultado aparece nas análises mensais dos dados de criminalidade em São Paulo divulgados na semana passada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado. Nos crimes de roubo, por exemplo, o DP de Santa Ifigênia era campeão do ranking na capital até o primeiro semestre, com 1.587 casos. Entre julho e setembro, houve redução de 25% nas taxas e o bairro caiu para o quarto lugar. O aumento do efetivo de militares nas ruas por meio da Operação Delegada (bico oficial da polícia) é apontado como uma das causas.

Já os bairros que mais subiram no ranking de roubos foram o Jardim Miriam, na zona sul, e o Itaim Paulista, na zona leste. O primeiro passou da 16.ª posição para a 3.ª, com aumento de 55% nos casos. Já o bairro da zona leste subiu da 17.ª posição para o 4.º lugar no terceiro trimestre, ao registrar crescimento de 54%.

O local que teve mais roubos foi o distrito de Santo Amaro, na zona sul, que mesmo sem a presença maciça dos ambulantes nas ruas não conseguiu diminuir as taxas, contabilizando 668 roubos no último trimestre.

"Já detectamos o crescimento dos crimes nos bairros da periferia e ainda tentamos entender as causas. Uma das hipóteses que estamos avaliando é que o crime tem crescido nas regiões das fronteiras da cidade. São lugares com mais possibilidades de fuga e há diferenças nas estruturas das guardas municipais que auxiliam as PMs", analisa o coronel Marcos Chaves, comandante do policiamento da capital.

Para lidar com o crescimento dos crimes de roubos a pedestres e de carros nas periferias, a PM já está colocando em prática a Operação Poseidon, voltada principalmente para os bairros de periferia que tiveram aumento nos crimes contra o patrimônio. A operação está baseada principalmente na abordagem de carros suspeitos.

"O crime em São Paulo é muito dinâmico e por isso precisamos planejar nossas ações de acordo com as subidas e descidas dos números", afirma o coronel Chaves. / B.P.M.

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