Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Roubos caem, mas ataques a cargas atingem a 15ª alta consecutiva

Dados divulgados nesta segunda pela Secretaria da Segurança de SP mostram que assaltos contra cargas cresceram 10,36% em agosto; indicadores de homicídios, roubos, latrocínios e estupros caíram

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2017 | 19h39

SÃO PAULO - Os roubos de carga no Estado de São Paulo atingiram a 15.ª alta mensal consecutiva em agosto, ultrapassando pela segunda vez no ano a marca dos 1 mil assaltos, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 15, pela Secretaria da Segurança Pública. O aumento de 10,36% fez com que os registros no mês passado chegassem ao número de 1.012; no ano, o crescimento é de 18,9%, com 7.282 roubos. Indicadores de homicídios, latrocínios, estupros e outras categorias de roubos apresentaram queda, o que fez a Secretaria elogiar o trabalho das polícias.

As estatísticas de roubos de carga destoam das demais apresentadas pela pasta. Desde maio do ano passado que o dado não consegue apresentar redução no comparativo mensal com o mesmo período do ano anterior. O secretário de segurança, Mágino Alves Barbosa Filho, disse que as polícias estão estreitando o relacionamento com o setor de transporte de cargas para tornar mais eficaz o combate. “Estamos trabalhando com afinco, mas é um crime de oportunidade. Estamos mapeando as ações para conseguir chegar a prisões em flagrantes.”

Mágino destacou que em agosto 70 pessoas foram presas em flagrante e 45 cargas foram recuperadas, cerca de 4% do total roubado no período, merecendo, ainda assim, a classificação de “significativo” do secretário. No ano, 417 pessoas foram presas em flagrante por crimes dessa natureza e 409 cargas, recuperadas. “Estamos no caminho certo para começar a derrubar esse indicador”, disse.

Queda. Os roubos outros, categoria que reúne crimes contra pedestres, comércio e residência, caiu 9,75% no mês. A redução se repetiu nos indicadores de homicídio (-14,18%), latrocínio (sete vítimas a menos) e estupro (-4,3%). “São quedas que não foram pequenas, foram sensíveis, principalmente na área do patrimônio”, disse Mágino. Os furtos cresceram 2,71%, com 45,2 mil casos em agosto.

Mais conteúdo sobre:
Violência

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.