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Roubos a bancos e de cargas crescem em SP, mas homicídios e assaltos caem

Secretário alega que índices em alta consideram ataques a caixas eletrônicos e ‘crimes de oportunidade’; roubos comuns estão em declínio; já os homicídios mantêm tendência de queda

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

25 Maio 2015 | 14h50

Atualizada às 21h12

SÃO PAULO - Os números de roubos a bancos e a cargas cresceram na capital paulista no mês de abril, enquanto o registro de roubos comuns, contra pessoas, apresentou a terceira queda em quatro meses. As estatísticas criminais do último mês foram divulgadas nesta segunda-feira, 25, pela Secretaria de Estado da Segurança Pública.

O roubo a bancos avançou de 4 casos, em abril de 2014, para 12 no mês passado. “Quatro desses registros foram de caixas eletrônicos que foram levados de agência”, disse o secretário estadual da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, ao comentar os números nesta segunda-feira, 25. Já os números de furtos de caixas eletrônicos com explosivos não fazem parte das estatísticas publicadas mensalmente.

O outro tipo de delito que registrou aumento porcentualmente significativo, o de roubo de cargas na capital paulista, subiu 19,6% na comparação com abril de 2014, saindo de 387 para 463 ocorrências. 

O secretário afirmou que a maior parte desses casos, 36,8%, foi de “crimes de oportunidade”. Nessa categoria se encontram crimes praticados, por exemplo, durante o abastecimento a supermercados e pequenos comércios.

Outros 10% dos casos eram de caminhões que transportavam roupas e 8,2% envolveram a subtração de produtos eletrônicos. “Temos de ter cuidado com o roubo de oportunidade, porque é daí que sai um latrocínio, um crime de maior gravidade. Também é preciso um trabalho de investigação no caso dos eletrônicos, porque envolve quadrilhas organizadas”, afirmou. 

Moraes destacou ainda que tem tido reuniões com redes varejistas e representantes de empresas do setor de logística. A ideia é definir ações conjuntas para reduzir esses índices.

Outros crimes. Os dois dados negativos, porém, destoaram em um mês que roubos comuns e de veículos, homicídios, latrocínios e estupros registraram queda no Estado. O índice de roubos comuns já foi o que mais preocupou a cúpula da Segurança Pública, crescendo por 19 meses seguidos, até dezembro do ano passado. 

Embora esse tipo de crime tenha estacionado em patamares elevados (foram 25,5 mil casos no mês passado), a queda foi de 7,9% em relação a abril de 2014. Para o ex-secretário nacional de Segurança Pública José Vicente da Silva Filho, coronel reformado da PM, a manutenção de patamares elevados de roubos está relacionada a uma nova realidade nas ruas da cidade: o grande número de pessoas que têm smartphones. “Isso se combate com um trabalho melhor de inteligência e investigação contra a rede de receptação desses produtos”, disse. 

Segundo as estatísticas, 52,8% das vítimas de roubos são pedestres - e 15% dos roubos envolvem “objetos de telecomunicações”, ou seja, celulares. Em abril de 2014, os pedestres eram 49,1% das vítimas e os celulares respondiam por 17% dos casos.

Homicídios. A taxa de homicídios no Estado ficou em 9,65 ocorrências por 100 mil habitantes - o índice considerado epidêmico pela ONU é acima de 10 casos por 100 mil. Foram 327 homicídios n0 Estado em abril, ante 364 no mesmo mês do ano passado - queda de 10,16%. O número de latrocínios, roubos seguidos de morte, também teve ligeira queda, de 37 para 34 casos. 

Na capital, foram registrados 81 casos de homicídios, ou 9,66 por 100 mil habitantes, queda de 13,8% em relação ao mesmo mês de 2014, quando foram registradas 94 ocorrências.


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