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Roubos a banco avançam 19,3% até setembro em SP

Já os crimes em geral tiveram queda na capital e no Estado de São Paulo; taxa de mortes chega ao menor número da história

Alexandre Hisayasu, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2015 | 22h29

SÃO PAULO - Os roubos a banco cresceram na capital, segundo levantamento da Secretaria da Segurança Pública. Foram 68 casos no acumulado no ano (janeiro a setembro), ante 57 no mesmo período do ano passado - alta de 19,3%.

Já os roubos em geral caíram, mas os números continuam altos. Os registros do acumulado do ano na capital (janeiro a setembro) somam 114.651 casos - foram 122.044 no mesmo período em 2014.

O índice foi um dos poucos que não haviam sido informados pela pasta, que começou a divulgar as estatísticas de maneira “fatiada” na semana passada. Um dos pontos comemorados pelo governo do Estado foi a queda dos homicídios, que alcançaram a menor média desde o início da atual série histórica, em 2001.

Em setembro, a taxa de homicídios dolosos foi de 9,05 casos por 100 mil habitantes. Foram registrados 78 assassinatos no mês, 20,41% menos do que os 98 casos contados pela polícia em setembro do ano passado.

O número está abaixo do índice que a Organização Mundial da Saúde (OMS) usa para definir uma epidemia, que é a existência de 10 casos a cada 100 mil habitantes. No Estado, na região metropolitana e no interior, os assassinatos também caíram. Porém, entidades de defesa dos direitos humanos e a Ouvidoria da Polícia criticam a metodologia aplicada, pois não trabalha com o conceito de morte violenta, que incluiria a letalidade policial (pessoas mortas pela polícia) e os latrocínios (roubos seguidos de morte).

Os latrocínios - outro crime hediondo - também apresentaram queda. Em setembro, foram nove casos na capital, ante 13 no mesmo mês do ano passado - redução de 30,77%. A tendência também foi mantida no Estado e demais regiões.

Política. O secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, disse que, “enquanto estiver no cargo”, os dados serão divulgados separadamente para que os jornalistas e população “entendam melhor” os números. “Ao todo, temos 11 tópicos na estatística (crimes), que, juntos, somam 132 itens. É impossível compreender tudo de uma vez.” Ele negou motivações políticas para a iniciativa.

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