Roubo na Samsung pode ter ligação com caso TAM

Nos dois casos, grupo armado rendeu seguranças e funcionários, saqueou carga e fugiu sem perseguição. Roubo na TAM foi em 2012

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

09 Julho 2014 | 17h35

SOROCABA - Semelhanças entre o roubo à fábrica da Samsung, na madrugada desta segunda-feira, 7, e o assalto ao galpão da companhia a aérea TAM Cargo no aeroporto de Viracopos, no final de 2012, chamaram a atenção da Polícia Civil de Campinas. De acordo com o delegado Carlos Fernandes, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), informações colhidas durante a investigação sobre o caso da TAM podem ajudar na elucidação do roubo à empresa coreana. Na época, alguns suspeitos de participação no roubo foram interrogados pela polícia.

Como ocorreu na Samsung, o galpão da TAM no Aeroporto Internacional de Viracopos foi invadido por um grupo armado com pistolas e metralhadoras. Depois de dominar e desarmar os seguranças, os bandidos renderam os funcionários e saquearam uma carga de produtos da fabricante Apple avaliada em R$ 3,9 milhões. O bando fugiu sem ser perseguido e a carga não foi recuperada. A quadrilha tomou o cuidado de remover o sistema de monitoramento existente no local. O delegado já pediu à equipe de investigação para examinar o inquérito da TAM em busca de pistas.

A quadrilha que agiu na Samsung tomou uma van que transportava funcionários para entrar na fábrica e render os vigilantes. Os próprios funcionários foram obrigados a carregar cerca de 40 mil produtos eletrônicos em sete caminhões. De acordo com a empresa, o valor da carga roubada é de R$ 14 milhões. Até agora, a polícia só recuperou os celulares levados de funcionários e seguranças e descartados pelos bandidos.

Os veículos usados no roubo estão sendo procurados em todo o Estado. Informações sobre algumas características foram passadas às polícias rodoviárias estadual e federal. A polícia também monitora prováveis pontos de receptação da carga roubada na capital e no interior, já que os equipamentos provavelmente serão vendidos no mercado informal. De acordo com o delegado, o objetivo é recuperar os produtos e prender os criminosos.

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