Roubo na Paulista: DP teria apurado outros sete casos

A cúpula da Segurança Pública de São Paulo está apurando a suspeita de que outros sete roubos a banco, todos envolvendo o Itaú, tenham sido registrados e investigados pelo 69.º DP (Teotônio Vilela), na zona leste, sem que a Delegacia de Roubo a Bancos, do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), tivesse sido informada.

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2011 | 00h00

A suspeita surgiu depois que os policiais do Deic descobriram que o DP da zona leste havia recebido do Itaú - antes do Deic - as fotos dos ladrões responsáveis pelo assalto milionário à agência na Avenida Paulista, no centro, em 28 de agosto. No crime, uma quadrilha arrombou 138 cofres e o Deic só foi informado da magnitude do roubo oito dias depois.

A descoberta provocou crise na Polícia Civil. Ontem, na reunião do Conselho Superior da Polícia, o delegado Nelson Silveira Guimarães, diretor do Deic, cobrou providências em relação ao comportamento do 69.º DP. Resoluções da cúpula de Segurança Pública ordenam que as investigações de crimes de roubo a banco devem ser feitas pelo Deic. Procurado, o 69.º DP informou que ninguém se manifestaria.

O desencontro dentro da polícia permitiu aos bandidos uma fuga tranquila, pois a investigação do caso começou apenas no dia 5. E pôs em xeque a credibilidade da própria polícia.

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