Rota prende 8 após denúncia anônima. Ninguém ficou ferido

Com os suspeitos foram apreendidos 864 tijolos de maconha, celulares e tablets; na 2ª, ação dos PMs deixou 6 mortos

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2012 | 03h32

Homens das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) voltaram a atuar na zona leste de São Paulo e prenderam anteontem oito pessoas e aprenderam drogas, dinheiro e cinco veículos na Vila Jacuí. A ação aconteceu cinco dias depois de a Rota matar seis suspeitos em um estacionamento na Penha - um deles foi executado na Rodovia Ayrton Senna, segundo uma testemunha. Desta vez, ninguém ficou ferido.

Segundo a Polícia Militar, novamente foi uma denúncia anônima feita ao quartel da Rota que levou os policiais até os suspeitos. O denunciante teria informado inclusive quais os veículos que estariam, com drogas, reunidos em uma cooperativa de lotação na Avenida Augusto Antunes, durante a noite.

Os policiais da Rota chegaram ao local por volta das 20h10, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Primeiro, foram abordados Silvio Luiz Ferreira, de 34 anos, e Cristiano Feliciano Bruno, de 35, com tabletes de maconha, balança, três celulares, dois tablets e R$149.785.

Em seguida, os policiais encontraram uma Kombi e um Fox com Ronaldo da Silva Rodrigues, de 29 anos, Rildo Alves Ferreira, de 44, e o cobrador Cristiano Alves Barbosa, de 35, que era foragido da Justiça. Com eles, foram achados três celulares, R$ 1.276 e mais drogas.

No trajeto até a Vila Jacuí, o tenente responsável pela ação encontrou um Corsa citado pelo denunciante com Zueli Pereira Flores, de 31 anos, e Paulo Roberto Sousa Pereira, de 35, que transportavam mais drogas. Também foi preso José Rodrigues Ferreira, de 57, em um galpão na mesma rua, onde estava armazenada mais maconha. Os suspeitos foram levados ao Departamento de Narcóticos (Denarc). Ao todo, a Rota apreendeu 864 tijolos de maconha e mais outra parte fracionada de entorpecentes. Segundo a SSP, não foram apreendidas armas na operação.

Execução. Na segunda, durante ação na Penha, três policiais da Rota foram presos depois de serem vistos por uma testemunha executando o suspeito Anderson Minhano na Rodovia Ayrton Senna. O caso é investigado pela própria PM e pela Polícia Civil.

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