Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Rota mata foragido que assassinou PM antes da maior chacina de SP

Morte de cabo de 42 anos aconteceu uma semana antes de ataques em Osasco e Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

29 Fevereiro 2016 | 18h56

SÃO PAULO - Um dos acusados pela Polícia Civil e foragido da Justiça em razão do assassinato do cabo da Polícia Militar Ademilson Pereira de Oliveira, de 42 anos, foi morto nesta segunda-feira, 29, por policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). A morte de Oliveira foi um dos motivos da maior chacina da história do Estado, que deixou 19 mortos e cinco feridos em agosto de 2015, em ataques simultâneos registrados em Osasco e em Barueri, na Grande São Paulo.

Oficiais da Polícia Militar informaram que a Rota recebeu uma denúncia anônima de que o suspeito Thiago Santos de Almeida, de 26 anos, estava escondido em uma favela da região do bairro Padroeira, em Osasco. Quando a equipe da força de elite da polícia paulista chegou ao local, o foragido tentou fugir, escondendo-se na casa de um vizinho após pular um muro.

Ainda segundo a PM, ele atirou contra os policiais pelo menos duas vezes com uma pistola semiautomática de calibre 9 mm. Os agentes revidaram e o atingiram. Ele chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. A polícia ainda procura um outro suspeito da morte do cabo. Um terceiro acusado do crime está preso. Trata-se de um frentista do posto de gasolina onde o cabo Oliveira foi morto.

O tiroteio desta segunda foi registrado na Delegacia de Osasco. A Polícia Civil pediu perícia para as armas dos policiais militares e para a que estaria com o foragido. Além disso, os investigadores devem procurar imagens de câmeras de vídeo da região para verificar a versão de legítima defesa apresentada pela Rota. De acordo com os PMs, Almeida já havia sido acusado anteriormente por outros roubos.

Crime. O suspeito era procurado desde o ano passado depois de ter supostamente participado do assassinato do PM Oliveira. O cabo levou 14 tiros. Ele trabalharia como segurança no posto de gasolina em suas horas de folga. Na noite de 13 de agosto, uma semana depois de seu assassinato, policiais militares e guardas-civis de Barueri promoveram nove ataques nas duas cidades. Os guardas-civis queriam vingar um colega também assassinado no dia 12. Os PMs queriam vingar Oliveira.

O caso foi investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Corregedoria da PM. Ao todo, três policiais militares e um guarda estão presos e respondem a processo na Justiça comum pelo crime. Outros quatro PMs chegaram a ter a prisão decretada pela Justiça Militar, mas foram postos em liberdade em 12 de fevereiro. / COLABOROU ALEXANDRE HISAYASU

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