Rota entre a capital e o litoral também não sai do papel

Assim como as quatro ciclovias que nunca foram criadas de fato, a rota cicloturística que poderá ligar a capital paulista ao litoral pela Serra do Mar também não tem prazo para começar a funcionar. O motivo também é parecido: a falta de regulamentação da lei municipal que a criou.

, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2010 | 00h00

O caminho ? cujo nome oficial é Rota Cicloturística Márcia Prado ? foi instituído por uma lei do vereador Chico Macena (PT) sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) no início do ano. Pelo texto, a Prefeitura teve três meses para definir seu trajeto e as políticas de incentivo e divulgação turística, mas o prazo se esgotou há quase dois meses.

Uma emenda parlamentar de R$ 200 mil proposta por Macena para fazer a sinalização da rota já foi aprovada, mas o vereador ainda não sabe quando as obras poderão começar. "Eu não posso fazer a sinalização se não tenho o trajeto", reclamou.

A falta do decreto também acarreta outros problemas. Sem o trajeto definitivo, a Prefeitura de São Bernardo do Campo ? que já mostrou interesse em fazer uma continuação da rota até o Parque Estadual da Serra do Mar, de onde se poderia chegar à Baixada Santista ? não pode começar o planejamento da parte que passará pelo município.

Além disso, o decreto detalharia como será feita a divulgação pelos órgãos turísticos. Estima-se que 200 ciclistas vão para o litoral por fim de semana.

A Prefeitura informou que a questão está em análise por um grupo de estudos para avaliar traçado mais seguro. Segundo a administração municipal, esse é um "procedimento que leva tempo e planejamento por se tratar de uma intervenção na rede viária e, consequentemente, de milhares de munícipes". / R.B.

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