Rosas de Ouro se desencontra no início, mas fecha bem a noite

Desfile com 'cheiro de chocolate' teve carros e alegorias bem ornamentados e aparece entre os destaques

Gabriel Vituri - estadao.com.br,

13 Fevereiro 2010 | 06h44

Integrantes da Rosas de Ouro se emocionam na dispersão, já no início deste sábado, 13

 

SÃO PAULO - Apesar de ter enfrentado problemas no início do desfile, a Rosas de Ouro encerra a noite e prova que quer brigar primeiro lugar este ano. Terceira colocada em 2009, a expectativa é de que o título que não vem há 15 anos volte em 2010.

 

Veja também:

mais imagens Galeria de fotos da Rosas

blog Acompanhe o carnaval pelo País no blog

especialCobertura completa da folia na página especial

 

 

Antes de a escola entrar, um dançarino que seria destaque sofreu um acidente e precisou ser levado ao hospital, com uma das pernas cortadas.

 

Em seguida, com o início do desfile, a Comissão de Frente se desencontrou e alguns integrantes ficaram pra trás, atrasando a encenação inicial. Mesmo assim, uma das mais tradicionais escolas paulistanas explorou bem as coreografias e conseguiu sintonia entre componentes e público. A rainha da bateria Ellen Rocche embalou a festa - junto com outros 4500 participantes na avenida - ao som de um samba rápido e constante.

 

Segundo o carnavalesco da escola, Jorge Freitas, a ideia do samba-enredo surgiu da parceria com a rede de chocolates Cacau Show no ano passado. O tema do enredo, "Cacau é show", no entanto, foi alterado menos de um mês antes do desfile.

 

Segundo Angelina Basílio, presidente da escola, a Rede Globo, detentora exclusiva do direito de transmissão do Carnaval 2010 para televisão, "sinalizou" que a frase suscitaria o nome da marca. No contrato da emissora, não é permitida a realização de propaganda e ações de merchandising durante os desfiles. A escola acatou para evitar problemas e o enredo mudou o nome. A frase "o cacau é show" do samba-enredo virou "o cacau chegou".

 

A coreografia da escola, em harmonia com fantasias bem ornamentadas, possibilitou que diversos momentos cênicos fossem proporcionados ao público. Com todos os componentes - e sobretudo a Comissão de Frente - em constante atuação, a torcida, naturalmente, 'vestiu' o Rosa em toda arquibancada, cantando junto do início ao fim.

 

(Com Wladimir D'Andrade e Ana Luísa Westphalen - Agência Estado)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.