Roosevelt vai ganhar rampas para os skatistas

Projeto prevê guarda-corpo como forma de delimitar espaço para os esportistas; campanha de conscientização também já começou

JULIANA DEODORO, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2013 | 02h04

Depois de cinco meses, as mudanças prometidas para a Praça Roosevelt, na região central de São Paulo, começam a tomar forma. O projeto com as adaptações que serão feitas na praça para acomodar os skatistas está praticamente pronto e uma campanha de conscientização realizada pela Confederação Brasileira de Skate (CBSK) também começou.

No lugar das escadarias, rampas. Cantoneiras de metal serão instaladas nas laterais de arvoreiras. Muretas das antigas rampas de acessibilidade serão removidas e um guarda-corpo será colocado em toda a área para delimitar o espaço reservado aos skatistas. De acordo com o vice-presidente da CBSK, Edson Scander, o projeto foi feito pelo mesmo escritório que projetou a reforma da praça. "A chance de ter alguma mudança é quase nula. Já foi decidido 99% do que será reformado. Se tiver alguma alteração será por coisas que inviabilizarem", afirma.

A primeira conversa entre moradores e Prefeitura aconteceu em novembro do ano passado. Em janeiro, um skatista foi agredido por um guarda-civil metropolitano e a praça se tornou um problema para a nova gestão.

De acordo com a SPObras, empresa responsável pela reforma, não há previsão de começo ou entrega da obra. A assessoria de imprensa informa, no entanto, que entre a finalização do projeto e o começo dos serviços devem passar de 60 a 90 dias. Já a base da Polícia Militar (PM), prevista no projeto inicial e ainda não entregue, deve ficar pronta em breve. Faltam só alguns ajustes finais, como a instalação de vidros blindados, adaptação da ligação de energia e instalação de ar-condicionado. A inauguração, de acordo com a empresa, deve acontecer "muito em breve". Para os moradores, a instalação da base é essencial para garantir a segurança no local.

Para o presidente da Ação Local da Roosevelt, Jader Nicolau Jr, a finalização do projeto não é suficiente, mas já significa que algumas mudanças estão por vir. "A gente fala que é concreto quando está realizado. Sabemos que o processo para fazer obras é complicado. A própria praça demorou 17 anos para sair do papel", diz. "Mas, a princípio, é um avanço conseguirmos que o poder público se envolvesse para fazer as mudanças."

Conscientização. A campanha realizada pela Confederação Brasileira de Skate tem sido feita basicamente na internet e em publicações especializadas no esporte. No texto divulgado, reforça-se o horário de utilização da praça (das 8 às 22 horas) e o espaço delimitado. A CBSK pede também que os skatistas respeitem os demais usuários, sigam as orientações da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da PM e não utilizem bebidas alcoólicas no local.

Jader Nicolau Jr. afirma não poder palpitar sobre a campanha, por não saber do que se trata. "Conversamos com a CBSK para sabermos como é a campanha. Queríamos participar e ajudar na divulgação."

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