Rompimento de canos de gás causa tensão em Ribeirão Preto

Tubulação fica abaixo de trecho em obras para construção de viaduto; situação foi normalizada sem ocorrência

Brás Henrique, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2008 | 18h24

O rompimento da tubulação de gás natural, da Gás Brasiliano, provocado pela ponta da lâmina de uma máquina motoniveladora, durante obra de construção de um viaduto, mobilizou mais de 30 bombeiros na manhã desta quarta-feira, 15, em Ribeirão Preto. Além disso, funcionários da empresa de distribuição de gás trabalharam para conter o vazamento. Os serviços de reparos ficaram prontos cerca de cinco horas após o incidente. Seis quarteirões das proximidades foram isolados e várias empresas tiveram o corte de fornecimento de energia elétrica para evitar que possíveis fagulhas provocassem uma explosão. A obra da Avenida Castelo Branco, numa das entradas da cidade, sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), começou há cerca de dois meses e os operários tinham a informação que a tubulação estaria entre 1,5 metro e 2 metros de profundidade. Porém, ela estava a menos de um metro da superfície. Um forte barulho assustou o operador da máquina, por volta das 8h30. O vazamento foi percebido também porque enxofre é misturado ao gás para produzir cheiro, para alertar as pessoas. Os bombeiros usaram máscaras de oxigênio para se aproximar do local do vazamento. A tubulação rompida foi contida e trocada duas horas depois e o fornecimento de gás para postos de combustíveis e indústrias do bairro Lagoinha foram normalizados no início da tarde. Técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) acompanharam os serviços. Segundo o gerente da Cetesb, Marco Antonio Sanches Artuzo, todo o procedimento será avaliado, embora não tenha sido constato danos ambientais. A Gás Brasiliano abrirá sindicância para apurar o que ocorreu.

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