Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Romeira de 47 anos morre ao ser atingida por galho em peregrinação a Aparecida

Peregrinos foram surpreendidos por forte chuva com raios e rajadas de vento na Rota da Luz, no Vale do Paraíba

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2017 | 09h52

SOROCABA – A romeira Poliana Abraão de Paiva, de 47 anos, morreu ao ser atingida por um galho de uma árvore de grande porte durante o temporal do final da tarde desta terça-feira, 10, quando seguia em peregrinação para o Santuário Nacional de Aparecida. O acidente aconteceu na zona rural de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, a cerca de 60 quilômetros do destino.

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A mulher fazia a caminhada pela Rota da Luz, percurso alternativo para o santuário, considerado mais seguro em relação ao percurso tradicional, pelos acostamentos da Rodovia Presidente Dutra

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Os peregrinos que estavam no mesmo trecho, numa estrada vicinal pavimentada, foram surpreendidos por uma forte chuva, acompanhada de raios e rajadas de vento. O galho de uma árvore caiu e atingiu a mulher. Um carro também foi danificado. Os outros peregrinos do grupo acionaram o resgate. A mulher foi levada por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Pronto-Socorro Municipal, mas já chegou sem vida.

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O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML). Horas antes do acidente, Poliana havia contado em entrevista que seguia para Aparecida em agradecimento a uma graça, por ter se curado de uma doença respiratória grave. Ela iniciou a caminhada sozinha, a partir de Mogi das Cruzes, Região Metropolitana de São Paulo, mas se juntou ao grupo durante o trajeto.

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Essa foi a segunda morte de romeiros durante a peregrinação ao Santuário Nacional, em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem da Padroeira do Brasil, no Rio Paraíba. No dia 24 de setembro, o romeiro Gladstone Andrade de Almeida, de 38 anos, morreu após ser atropelado por um caminhão, no km 69 da via Dutra, em Aparecida. Ele havia saído de Resende (RJ), onde morava, e estava a dois quilômetros do principal acesso ao santuário. O motorista do caminhão parou para prestar socorro à vítima, que caminhava na beira da pista.

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