Reprodução Facebook
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Rolezinho no Parque Villa-Lobos termina em confusão

Jovens picharam e danificaram carros; PM foi chamada

Fabiana Cambricoli e Laura Maia de Castro, O Estado de S.Paulo

10 Março 2014 | 00h08

Atualizado às 16h14

Um "rolezinho" no Parque Villa Lobos, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, terminou em confusão na tarde deste domingo, 9. Segundo a Polícia Militar (PM), cerca de 200 jovens se reuniram no local e a polícia foi acionada por causa de denúncias de que um grupo estaria danificando e pichando veículos do estacionamento. Uma das entradas do parque ficou fechada por cerca de 40 minutos. Ninguém foi detido. Pelo menos outros três rolezinhos estão marcados para os dias 22, 29 e 30 de março no Parque Villa Lobos.

Ainda segundo a PM, quando a viatura chegou ao local, os menores se dispersaram. Em nota, a Secretaria do Meio Ambiente, responsável pela administração do Villa Lobos, disse que os parques estaduais estão preparados para receber um grande público."Os shows, frequentemente realizados, com dezenas de milhares de pessoas, são exemplos de que é possível oferecer com segurança lazer e recreação em espaços públicos."

Em relação ao policiamento, a secretaria informou que o parque Villa Lobos conta com 60 vigilantes nos finais de semana e feriados e uma unidade fixa da Polícia Militar, que é acionada quando necessário.

Nas redes sociais, a reportagem encontrou ao menos três páginas de encontros de jovens marcados no último domingo. O organizador de uma delas, um estudante que preferiu não se identificar, disse que os cerca de 100 amigos que foram ao parque neste domingo, 9, não presenciaram a confusão que aconteceu com outro grupo. "Nós vamos há muito tempo lá e nunca tivemos problema nenhum. Mas estamos pensando em parar de ir por causa dessa confusão. No domingo, tivemos que pegar ônibus de volta para casa em um ponto mais distante por causa do tumulto."

Rolezinhos. Marcados inicialmente em centros comerciais, o encontro de um grande número de jovens organizado pelas redes sociais começou em dezembro do ano passado. O primeiro "rolezinho" ocorreu em 7 de dezembro no Shopping Metrô Itaquera. Em janeiro, um rolezinho no mesmo shopping acabou em bombas de gás lacrimogêneo e balas de barrocha para dispersar cerca de 3 mil jovens, enquanto lojistas fechavam as portas. A partir daí associações e entidades começaram a discutir ainda mais o fenômeno e a falta de lazer desses jovens na periferia.

 

 

 

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