Rolex roubados em SP são vendidos no centro e depois na Argentina

Uruguai é outro destino comum dos relógios da tradicional marca suíça, que contêm números de série para identificação

, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2010 | 00h00

A maioria dos relógios Rolex roubados em São Paulo é vendida no centro da cidade para velhos conhecidos da polícia. Há receptadores desse tipo de mercadoria que atuam no ramo há 20 anos. Um deles costuma viajar toda semana para a Argentina, onde vende os relógios roubados. Outro prefere mandar os Rolex para o Uruguai.

Normalmente roubados em semáforos da cidade, os Rolex têm número de série, mas poucos são achados com base nessa pista. Um policial que passou uma década investigando ladrões de joias contou ao Estado que conhece apenas três casos em que Rolex roubados foram recuperados. Num deles, a pessoa que o comprou de boa fé mandou o relógio para a Rolex fazer um reparo. Ao examinar o número de série, a empresa constatou que os relógios haviam sido roubados em São Paulo.

Em outro caso, o dono do relógio encontrou o aparelho exposto em uma vitrine de uma loja em Buenos Aires. "Ele chamou a polícia e constataram que o aparelho era dele." A polícia sabe que entre os principais receptadores de Rolex em São Paulo estão um comerciante de origem jordaniana, outro de origem libanesa e um argentino.

Destino. Tentar identificar o comprador dos relógios roubados ontem será uma das linhas de investigação da polícia para chegar à quadrilha que fez o roubo no Cidade Jardim. Policiais também vão divulgar as imagens dos ladrões filmadas pelo sistema de vídeo do shopping. E investigadores não descartam que os ladrões dos Rolex tenham ligação com o grupo que roubou a joalheria Tiffany. / M.G. e V.H.B.

PARA LEMBRAR

Caso Tiffany: 4 presos e nada recuperado

Em 16 de maio, oito ladrões roubaram em três minutos R$ 1,5 milhão em joias da Tiffany & Co. Levaram 72 peças, entre anéis, pulseiras e brincos.

O bando entrou no shopping por meio de um acesso reservado ao serviço de manobristas. Seis ladrões dominaram o gerente e obrigaram os funcionários a abrir as vitrines. Guardaram os produtos em mostruários e sacolas. Com a ajuda de câmeras, quatro foram detidos. Nenhuma peça foi recuperada até agora.

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