Roger Abdelmassih é internado em SP

Condenado a mais de 180 anos de prisão por estupro de 37 mulheres, ex-médico foi hospitalizado por suspeita de doença coronariana; estado de saúde não foi informado

O Estado de S. Paulo

20 Dezembro 2016 | 22h56

O ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a mais de 180 anos de prisão por estupro de 37 mulheres, está internado no Hospital Alemão Osvaldo Cruz, em São Paulo. Preso na cadeia de Tremembé, ele foi levado ao hospital na última quinta-feira, 15, depois que os médicos suspeitaram de doença coronariana.

O hospital não deu informações sobre o estado de saúde de Abdelmassih, nem qual a previsão de alta. Sob escolta policial, o ex-médico deverá voltar à prisão assim que for liberado.

Denunciado pela primeira vez em 2008, Abdemalssih foi indiciado em junho de 2009 por estupro e atentado violento ao pudor. Foi preso em agosto daquele ano, mas, em dezembro, teve habeas corpus  concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

Em novembro de 2010, Abdelmassih, acusado de 56 estupros, foi condenado a 278 anos de prisão por ataques a 37 vítimas entre 1995 e 2008.  Ele não foi preso imediatamente, graças à decisão do STF, mas, em janeiro de 2011, tentou renovar o passaporte e o habeas corpus foi revogado. 

Com prisão decretada, Abdelmassih fugiu. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo cassou seu registro profissional em maio de 2011. Preso em agosto de 2014, após mais de três anos foragido, o ex-médico teve sua pena reduzida para 181 anos em outubro daquele ano. 

Em junho de 2016, Abdelmassih foi indiciado pela segunda vez, pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por mais 37 estupros, além de manipulações genéticas irregulares. 

Em agosto deste ano, o ex-médico foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por um crime de atentado violento ao pudor. Os promotores não puderam denunciá-lo pelos outros 36 abusos sexuais restantes por causa da prescrição dos crimes, ocorridos entre 1990 e 2006.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.