EPITACIO PESSOA/ESTADÃO
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Rodovias paulistas têm redução de 21,8% no número de mortes

Atropelamentos de pedestres já são a principal causa de mortes nas rodovias, segundo levantamento da Artesp

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

16 Novembro 2015 | 20h46

SOROCABA - O número de mortes por acidentes nas rodovias concedidas do Estado de São Paulo caiu 21,8% de janeiro a setembro deste ano, em comparação com igual período do ano passado. De acordo com estatística divulgada nesta segunda-feira, 16, pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), tanto o número de acidentes quando o de feridos caíram 10% no mesmo período. 

A redução é a maior já registrada em período igual nos 16 anos do programa paulista de concessões rodoviárias. Em 2014, no entanto, o número de mortes tinha subido 10,6% em relação ao ano anterior.

A pesquisa, que levou em conta os 6,4 mil quilômetros de estradas sob administração privada com cobrança de pedágio, mostra que os atropelamentos de pedestres já são a principal causa de mortes nas rodovias. No primeiro semestre deste ano, 92 pessoas morreram atropeladas, 29% das mortes. O número é, no entanto, 29,7% menor que no primeiro semestre de 2014, quando houve 131 mortes.  

A agência atribui a redução em acidentes e mortes aos investimentos para tornar as rodovias mais seguras. Nos últimos 16 anos, segundo a Artesp, além de terem sido investidos R$ 16 bilhões em obras, serviços e sinalização, foi adotado o conceito de "rodovia que perdoa". Nesse conceito, segundo o diretor da Artesp, Giovanni Penge Filho, as estradas são dotadas de mecanismos que absorvem eventuais erros dos motoristas. 

A duplicação de 276,5 km de rodovias, construção de 150 km de vias marginais e campanhas como a de uso do cinto de segurança também contribuíram para os resultados. Sistemas que incluem as rodovias Raposo Tavares e Castelo Branco, em trechos mais distantes da capital, apresentaram as maiores reduções de acidentes. Ainda segundo a Artesp, desde 2000, a taxa de acidentes fatais, medida com base no índice de mortes por 100 milhões de veículos por quilômetro, caiu de 5,32 para 2,57.

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