Werther Santana/AE
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Rodovias de SP podem ficar bloqueadas até quinta

Caminhoneiros que iniciaram protesto nesta segunda querem negociar com o governo do Estado

Tiago Dantas, O Estado de S. Paulo

01 de julho de 2013 | 14h44

Atualizado às 16h20.

SÃO PAULO - O bloqueio das rodovias Castelo Branco, na região de Itapevi, Anchieta, em São Bernardo do Campo, ambas na Grande São Paulo, e Cônego Domênico Rangoni, em Cubatão, na Baixada Santista, iniciado nesta segunda-feira, 1, pode se prolongar até quinta-feira, 4. O protesto pode terminar antes, caso o governo aceite negociar com os caminhoneiros.

A categoria pede a suspensão da cobrança do eixo suspenso nas praças de pedágio, que passaria a valer nesta segunda, a redução do preço dos pedágios e do óleo diesel, além de mais segurança para os caminhoneiros na Região Metropolitana de São Paulo.

A cobrança do eixo suspenso foi uma das medidas anunciadas pelo governo do Estado na semana passada para viabilizar a suspensão do reajuste do pedágio. Prevista para esta segunda, a cobrança não começou, segundo a Artesp, agência responsável por fiscalizar as concessões de rodovias no Estado.

Em nota, a Artesp afirma que houve várias conversas com sindicatos a respeito da cobrança. "Há casos de reclamação, mas não representam a opinião da categoria", diz o texto. "A paralisação ocorrida hoje não é apoiada pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região e nem pela União Nacional dos Caminhoneiros. A única entidade que contesta a medida é a Movimento União Brasil Caminhoneiro."

A Artesp destaca ainda que a cobrança já é feita nos pedágios das rodovias federais. "A adoção da medida beneficiará toda a população ao integrar o pacote de ações para zerar o reajuste. É importante destacar que o uso do eixo suspenso provoca efeitos na frenagem e estabilidade do caminhão, afeta a estabilidade do veículo, tornando-o mais suscetível ao tombamento, reduz sua capacidade de frenagem e leva à insegurança."

Facebook. A mobilização foi liderada por caminhoneiros autônomos que, desde a semana passada, estavam organizando as paralisações por meio do Facebook. Os protestos começaram às 5h40. Alguns motoristas já cogitam dormir dentro dos veículos caso a greve continue.

A Rodovia Castelo Branco tinha cerca de 8 km de congestionamento na pista sentido interior no início da tarde desta segunda-feira, 1. O trânsito seguia lento do km 22 ao 30, onde começa a fila de caminhões. A reportagem levou cerca de uma hora para percorrer uma distância de 3 km às 14h20.

Ao notar o congestionamento na região de Alphaville, alguns motoristas davam ré ou até seguiam no acostamento pela contramão para pegar o retorno. Os manifestantes liberaram o acostamento para carros de passeio, ônibus e ambulâncias. Os caminhões, porém, ficam parados. Uma faixa também está liberada na pista sentido capital.

Na Anchieta, o bloqueio acontece nos dois sentidos a partir do km 23. Segundo caminhoneiros, a fila de veículos parados chega a 10 km. Os manifestantes dizem que não são ligados a sindicatos e que a manifestação foi organizada no boca a boca.

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