Rodoviária suspende vendas, voos atrasam, guinchos faturam

A chuva fez vários serviços de São Paulo sofrerem interrupções e outros lucrarem. No Terminal Rodoviário Tietê, empresas suspenderam as vendas de passagens no início da manhã e usuários se amontoavam. Os ônibus não transitavam porque o entorno alagou. Após as 9h, várias partidas começaram a sair com atraso.

Márcio Pinho e Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2011 | 00h00

Já o setor de guinchos foi beneficiado. A empresa Autotec disse que fez 22 atendimentos durante a noite de segunda-feira e a madrugada de terça. Em uma noite normal, são 8. A SPVip também calculou quase o dobro de trabalho, sem contar um caso que não pôde atender em Pirituba (zona norte), em razão dos alagamentos. O serviço à noite sai por cerca de R$ 150, segundo as empresas.

Também as seguradoras trabalharam. A Sulamérica foi acionada 620 vezes - 16% a mais do que em dias sem tempestade de novembro. Segundo a Porto Seguro, os socorros aumentam 30% em dias de chuva.

No transporte aéreo, o problema se concentrou no Campo de Marte, na zona norte, que ficou fechado até as 12h com suas pistas alagadas.

Saúde. A UBS Vista Alegre, também na zona norte, teve várias salas alagadas. O atendimento parou, e os médicos reforçaram a equipe da AMA Elisa Maria. A UBS retomaria sua atividades nesta quarta, segundo a Secretaria da Saúde.

Já na área de alimentação, só o setor de frutas da Ceagesp alagou, causando prejuízo de R$ 20 mil ou 20% das melancias estocadas. Ontem, não houve comercialização de frutas e funcionários limpavam o local. Até quem ficou em casa foi afetado. O site dos supermercados Pão de Açúcar alertava aos internautas que entregas poderiam atrasar.

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