Rodovia Castelo Branco registra 114 quilômetros de congestionamento

Trânsito seguia lento desde o km 13, na saída do Cebolão, até o acesso a Tatuí, no km 127

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

18 Abril 2014 | 17h53

Atualizada às 21h07

SOROCABA - Motoristas que deixaram para viajar nesta sexta-feira, 18 para aproveitar os feriados da Páscoa e de Tiradentes encontraram rodovias abarrotadas por excesso de veículos, principalmente pela manhã. No caminho para o litoral norte, veículos foram desligados e até uma partida de futebol foi improvisada à beira da pista. Rumo ao interior, os condutores enfrentaram mais de 100 km de congestionamento.

A situação mais crítica ontem foi na Rodovia Castelo Branco, principal acesso da capital para o oeste paulista. Ao meio-dia, a lentidão somava 114 km, segundo as concessionárias e a Polícia Rodoviária Estadual.

Até o km 78, acesso para Sorocaba e Itu, o trânsito seguia e parava. A empresária Lenita Pedroso gastou 3h para percorrer os 65 km desde o Cebolão, na capital. A partir do km 79, a Castelo passa de três para duas faixas por pista, o que criou um gargalo que se estendeu até Porto Feliz. O movimento diminuiu só depois das 14h.

Quem optou pela Rodovia Raposo Tavares não escapou das dificuldades. Até Cotia, trecho administrado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), os veículos seguiam em fila e paravam na área urbana de Vargem Grande Paulista.

Na SP-127, que liga a Castelo à Raposo, a neblina teria sido a causa de uma colisão entre um ônibus e um caminhão. Três passageiros do ônibus ficaram feridos. Na Régis Bittencourt (BR-166), quem seguia no sentido de Curitiba pela manhã pegava um congestionamento de 58 km entre São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo, e Miracatu, no Vale do Ribeira.

Rumo ao litoral norte, o motorista chegou a enfrentar cinco horas de viagem em um trecho que costuma demorar uma hora, entre São José dos Campos e Caraguatatuba, na Rodovia dos Tamoios. Algumas pessoas cansaram de esperar nos carros e começaram a jogar futebol, na altura do km 66.

Mesmo com a via duplicada, com duas mãos de descida, o trânsito ficou moroso por causa de um acidente com uma carreta que tombou no km 72. As duas pistas ficaram interditadas por 20 minutos, o que causou 12 km de lentidão.

Neblina. A baixa visibilidade e a forte neblina na descida da serra obrigaram a Ecovias, concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes, a acionar a Operação Comboio nas duas rodovias, no início da tarde de ontem. Por volta do meio-dia, com a movimentação de 7 mil veículos por hora, a Polícia Rodoviária chegava a orientar os motoristas que ainda se encontravam em casa para que retardassem a viagem para o fim da tarde.

O cenário de estradas cheias pode se repetir na volta do feriado, na tarde de segunda-feira, conforme previsão do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e das concessionárias de rodovias. Quem puder deve evitar a volta entre meio-dia e as 22h de segunda-feira.

Aeroportos. O Aeroporto Santos Dumont, no Rio, registrou atraso em quase metade dos voos previstos (47,6%) às 14h de ontem, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

Os atrasos eram reflexo do mau tempo na cidade - por causa da neblina, o aeroporto ficou fechado das 6h45 às 9h15. Milhares de pessoas que pretendiam viajar para curtir o feriado foram prejudicadas. O problema se refletiu na malha aérea. Em São Paulo, o Aeroporto de Congonhas, na zona sul, chegou a registrar 35% dos voos atrasados. Em dias normais, o índice não passa dos 15%.

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