Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Rodovia ao lado de Cumbica é ponto crítico de acidentes

Delegacia do Aeroporto Internacional de Guarulhos registrou no primeiro semestre 20 casos de acidentes com feridos

Felipe Tau, Jornal da Tarde

30 Julho 2011 | 10h33

O trecho da Rodovia Hélio Smidt em frente ao Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, é considerado pela Polícia Civil como o ponto crítico para acidentes de trânsito no entorno do aeroporto. O local está a poucos metros do acesso de veículos à área de embarque e desembarque de passageiros.

 

 

A delegacia do aeroporto registrou no primeiro semestre deste ano 20 casos de acidentes com feridos, segundo a estatística da Secretaria de Segurança Pública. A maior parte deles, de acordo com o delegado Ricardo Guanaes, se concentra no trecho da Hélio Smidt. Apesar de não informar os números exatos de acidentes ocorridos naquele ponto, o delegado diz que o problema no local são os carros parados irregularmente no acostamento e uma travessia de pedestres.

 

 

O distrito policial registrou também dois casos de acidentes com mortos, mas, segundo a Polícia Rodoviária Federal, responsável pelo patrulhamento da rodovia, não ocorreram na rodovia.

 

 

Segundo Guanaes, os motoristas param irregularmente na lateral da pista para não pagar o estacionamento do aeroporto. Outra razão para utilizar o local como parada é a falta de vagas: o estacionamento tem 4.768 lugares e o movimento é de 10 mil carros por dia. Normalmente os motoristas estão esperando algum parente ou conhecido avisar pelo celular que desembarcou, para então ir até a área de desembarque apanhá-lo. Porém, ao saírem do acostamento, complicam a vida de quem trafega na rodovia, que tem velocidade de 60 km/h no trecho.

 

“Eles saem inadvertidamente para a via, podendo atingir outro veículo. Alguém que precise parar de emergência também corre o risco de bater atrás de um carro parado”, explica o inspetor Edson Varanda, chefe de comunicação da Polícia Rodoviária Federal.

 

 

Segundo Varanda, foram registrados 58 acidentes no primeiro semestre nos cinco quilômetros da rodovia pertencentes à Infraero, alta de 16% ante o mesmo período do ano passado. Dos casos registrados, três foram atropelamento, um deles no trecho em questão, em janeiro. O pedestre teve ferimentos leves.

 

 

Nos horários de pico, entre as 17h e as 20h, o problema fica ainda mais visível. Na noite de quinta-feira, às 20h, havia uma fila de 300 metros. Embora muitos estivessem com o pisca-alerta ligado, a visibilidade era ruim e era preciso reduzir a velocidade para passar com segurança.

 

 

O mesmo procedimento é adotado por um taxista que trabalha há dez anos no aeroporto, que não quis ser identificado. “Chegou ali, diminuo ”, explica ele. “Ali é um problema, as pessoas tem que se preocupar com os imprudentes e, ao mesmo tempo, com a entrada do aeroporto.”

 

 

Para o analista de segurança do Centro de Experimentação e Segurança Viária, André Horta, vários fatores contribuem para o motorista perder a atenção no local. “Ele está preocupado com o acesso, com os carros ao lado e, ouso dizer, a maioria está falando no celular, ” diz.

 

 

Horta aponta algumas medidas que podem diminuir os riscos, como evitar a faixa da esquerda. No entanto, defende que a solução do caso passa, necessariamente, pela fiscalização: “não tem jeito, a Polícia Federal tem que controlar”, diz ele.

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