DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Rodízio de água fica mais rígido em 18 bairros de Guarulhos

Para cada dia de abastecimento, torneiras estarão dois dias vazias; região atingida na 2ª maior cidade do Estado abriga 55 mil pessoas

Edison Veiga, O Estado de S. Paulo

07 de outubro de 2015 | 03h00

GUARULHOS - A prefeitura de Guarulhos iniciou nesta semana um rodízio de água ainda mais restrito do que aquele em vigência em toda a cidade desde o início de 2014 – em que o abastecimento é feito dia sim, dia não, conforme a região. Pela nova medida, 18 bairros ficam sem água dois dias para cada um de abastecimento, o que afeta 55 mil pessoas. De acordo com a prefeitura, a medida foi causada pela “queda do nível do manancial Cabuçu”.

Quando a água começou a vir dia sim, dia não, no início de 2014, a dona de casa Jacinta de Fátima Crispim Lima, de 59 anos, não se fez de rogada. “A gente sempre dá um jeito, não é?”, disse ela, que mora no Jardim Palmeira. 

Na tarde desta terça-feira, 6, entretanto, a reportagem do Estado a encontrou um pouco mais preocupada. O Jardim Palmeira constava da lista de 18 bairros que sofrerão um rodízio de água ainda mais severo, com base em dois dias de torneiras secas. 

“Não sei como vai ser. Minha mãe tem 88 anos e fica de cama, precisa de cuidados”, afirma Jacinta. A rotina de economias vai ganhar um reforço: um balde de 180 litros, recém-adquirido, recebe a água suja da máquina de lavar – que será reaproveitada na limpeza do quintal. 

A aposentada Shirley Bernardo Fonseca, de 69 anos, também está nervosa com o agravamento da restrição. Moradora do bairro do Cabuçu, ela já tinha incorporado ao dia a dia, desde o ano passado, cinco tambores para armazenar água – quatro de 100 litros e um de 200. É a água que usa na limpeza. “Agora comprei um menor, de 60 litros, que vou guardar para usar na cozinha”, comenta ela. “Afinal, com dois dias sem água, não sei onde vamos parar.”

Comércio. No caso do cabeleireiro Valdinei Rodrigues Silva, de 30 anos, a preocupação vai da casa ao atendimento à clientela – eles moram nos fundos do salão, no Jardim Palmeira.

“Até agora, as duas caixas d’água estão dando conta. Mas com dois dias sem água, não sei se conseguiremos continuar lavando o cabelo dos fregueses”, afirma. 

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