Fabio Motta/AE
Fabio Motta/AE

Rock in Rio faz hotéis lotarem na baixa estação

Metade do público esperado de 700 mil pessoas vem de fora da cidade para assistir ao festival, que desta vez será realizado entre setembro e outubro

Roberta Pennafort / RIO, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2011 | 00h00

Em boa parte dos hotéis cariocas praticamente não existem mais quartos disponíveis há pelo menos dois meses. Nos pacotes dos albergues de Copacabana e Ipanema, na zona sul, a diária sai pelo dobro do preço. O aluguel de um apartamento de dois quartos por apenas uma semana pode passar de R$ 6 mil. Motel? É melhor correr, porque também estão cheios.

Em plena baixa temporada, o Rock in Rio elevou para quase 100% a taxa de ocupação da rede hoteleira. Isso na região da Barra da Tijuca, na zona oeste, onde fica a Cidade do Rock; nos outros bairros está em 90%. Setembro é um dos meses mais fracos para a indústria do turismo e o índice, em geral, não supera 65%. O resultado é explicado por um dado curioso: quase metade do público de 700 mil pessoas, 315 mil, não é da cidade.

As sete noites de música que, segundo os cálculos da organização, devem gerar US$ 400 milhões em ganhos para o município, começam na sexta-feira e se estendem até 2 de outubro, com intervalo entre segunda e quarta. Chegam com a primavera e não por acaso: foi um pedido do prefeito Eduardo Paes (PMDB) à família Medina, que nas três edições anteriores (1985, 1991 e 2001) escolhera janeiro, a chamada altíssima estação, quando o Rio lota de veranistas.

Mineiro radicado na zona sul paulistana, o programador Wanderson Vitor de Paula, de 24 anos, tentou acomodar-se com a namorada e o irmão dela em um albergue. Faltou beliche e o trio vai para o apartamento de um tio da moça. Ele vem nos dois domingos: em um, quer ver o Metallica; no outro, Guns N"Roses. A fixação pela primeira banda é tanta que o rapaz, dessa vez sozinho, passará menos de 24 horas no Rio: serão 6 no ônibus, 1 até a Cidade do Rock, 14 horas de música e... de volta à Dutra.

Ele aproveitou um pacote idealizado para quem quer ir direto ao assunto, ou melhor, para o Rock in Rio. Comprou na Auto Viação 1001 as passagens entre as duas rodoviárias e o RioCard Rock in Rio, que por R$ 35 o deixará a 250 metros de seu paraíso.

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