Rocinha tem morte e policiamento mais uma vez dobrado

Um homem identificado como Alexandre da Cunha Fernandes, de 30 anos, conhecido como Dande, foi morto a tiros na favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul do Rio, na madrugada de ontem. Testemunhas contaram à Polícia Militar que dois homens em uma moto se aproximaram de Fernandes, que caminhava pela Via Ápia, atiraram e fugiram. Até ontem nenhum deles havia sido identificado.

FÁBIO GRELLET / RIO, O Estado de S.Paulo

02 Abril 2012 | 03h02

Fernandes já tinha passagens pela polícia por furto e porte ilegal de armas. Moradores da Rocinha contaram aos policiais que, no dia 29 de fevereiro, Fernandes foi esfaqueado na comunidade pelo pai de uma adolescente que ele teria tentado estuprar dias antes. O rapaz também era suspeito de integrar a quadrilha liderada pelo traficante Erismar Rodrigues Moreira, o Bem-Te-Vi, que controlava o comércio de drogas na favela até ser assassinado, em outubro de 2005.

Reforço. Embora ocupada pela Polícia Militar desde novembro de 2011, a Rocinha tem sido cenário de homicídios e de confrontos entre traficantes. Na segunda-feira, Vanderlan Barros de Oliveira, o Feijão, presidente da Associação de Moradores do Bairro Barcelos, uma das entidades comunitárias da Rocinha, foi assassinado. Nos últimos 40 dias, foram registrados pelo menos oito homicídios no bairro da zona sul do Rio.

Para tentar conter a escalada de violência, em duas semanas a Polícia Militar já havia quase dobrado o efetivo na Rocinha (que passou de 180 para 350 PMs). Mas o número será novamente dobrado porque a favela passará a abrigar recrutas em treinamento obrigatório. Assim, até o fim desta semana o número de policiais na comunidade deve chegar a 700.

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