Leonardo Soares/AE
Leonardo Soares/AE

Risco no Cingapura faz MP dar ultimato à Prefeitura

Prefeitura deve monitorar diariamente possibilidade de explosão na área de 140 apartamentos do conjunto habitacional

RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2011 | 03h03

O Ministério Público Estadual (MPE) confirmou ontem que o conjunto habitacional Cingapura da Avenida Zaki Narchi, na zona norte, corre risco de explodir da mesma forma que o vizinho Center Norte. O órgão exigiu que a Prefeitura apresente em 24 horas um plano com todo o cronograma de instalação de drenos para extinguir o metano que existe no subsolo do terreno.

De acordo com o MPE, medições da Cetesb mostraram que existe nível alto de metano, principalmente no piso térreo do conjunto. A partir de hoje, a Prefeitura precisará fazer monitoramento diário dos 140 apartamentos térreos do Cingapura para evitar que o metano se concentre em locais fechados, como quartos, e cause explosões - até então, esse trabalho era feito de três em três dias. Se o governo não apresentar o cronograma até a tarde de hoje - ou mesmo se esse cronograma apresentar prazos muito longos para a instalação de drenos -, o MPE promete entrar com uma ação civil pública contra a Prefeitura

"A Prefeitura foi tão eficaz e atuante no caso do Center Norte que não há motivos para crer que eles não vão ser tão eficazes para sanar o problema do Cingapura", disse a promotora Claudia Fedeli. "O principal é a segurança das pessoas que estão lá."

Drenos. Pelas avaliações iniciais dos técnicos, o Cingapura pode necessitar de um dreno para cada um dos 35 blocos do conjunto. Cerca de 7 mil pessoas moram atualmente nos prédios.

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