Risco de poluentes condiz com novo padrão de SP

A revisão dos padrões de qualidade do ar do Estado, aprovada em maio, deve equilibrar os níveis de poluentes aos riscos efetivos para a saúde. Quando se pondera a influência de cada poluente nas internações, seus níveis estão sempre bem abaixo dos limites de inadequação da escala atual - mas condizentes com o novo paradigma, que segue recomendação da OMS.

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

18 Julho 2011 | 00h00

Para se ter uma ideia, o nível aceitável hoje de Material Particulado (MP) é de 150 microgramas por m³ - limite três vezes superior ao padrão internacional. Quando as internações por asma aumentam 33%, por exemplo, junto com a baixa temperatura aparece a ação do MP a 56 microgramas por m³, o que no parâmetro atual o mantém apenas em condição regular.

"O enxofre surpreendeu", afirma Micheline Coelho, da USP. O poluente é considerado controlado em São Paulo, por quase nunca extrapolar 365 microgramas por m³, hoje o limite. Mas, sempre que houve aumento nas internações, esse gás nunca esteve maior que 90. A primeira meta do novo padrão, a ser atingida em 3 anos, estipula um limite de 60 microgramas por m³.

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