Risco de deslizamento exige mais remoções

O governo estadual decidiu remover mais 450 famílias da Serra do Mar após geólogos da Fundação Florestal detectarem aumento no risco de deslizamentos na região de Cubatão. A cota 95/100 - onde o perigo de deslizamento chegou ao nível 4 após as fortes chuvas de janeiro - não vai mais ser urbanizada, como previa o Programa de Recuperação Ambiental da Serra do Mar, orçado em R$ 1 bilhão e iniciado em 2008.

O Estado de S.Paulo

03 Março 2013 | 02h03

As 350 famílias que ficariam na cota 95/100 foram notificadas no fim do mês passado sobre a impossibilidade de permanecerem no local. O bairro vai sumir. Outras cem famílias que ficariam em áreas programadas para serem urbanizadas na Cota 200 também serão removidas - o comunicado de desapropriação chegou às famílias há cerca de 20 dias.

Precaução. "É uma medida de segurança. Na Cota 95/100, os riscos aumentaram por causa das chuvas fortes deste ano e das últimas temporadas. Já na Cota 200, as próprias obras de urbanização, como a perfuração de rochas para levar rede de esgoto, causaram muitas trepidações. Houve uma reclassificação dos riscos dessas áreas pelos nossos geólogos", revelou Fernando Chucre, coordenador do Programa de Revitalização da Serra do Mar.

Chucre disse ainda que técnicos do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) sobrevoaram a Serra do Mar nas últimas semanas e constataram "dezenas" de escorregamentos.

"A própria obra de contenção de uma encosta nos obriga, muitas vezes, a fazer a remoção de uma moradia que passou a ter nova classificação quanto ao risco", acrescenta Chucre. / D.Z.

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