Rios sobem e colocam em alerta região de Campinas

O Rio Atibaia chegou a registrar vazão de 373,4 metros cúbicos por segundo e transbordou em áreas rurais

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

17 de março de 2015 | 17h27

SOROCABA - Depois de períodos de seca extrema em 2014, em que muitas cidades foram obrigadas a adotar o racionamento por falta de água, os rios das bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí, que drenam a região de Campinas, estavam completamente cheios nesta terça-feira, 17. O Rio Atibaia chegou a registrar vazão de 373,4 metros cúbicos por segundo, de manhã, na altura de Paulínia, e transbordou em áreas rurais. As águas subiram em razão das chuvas, já que no dia anterior a vazão no local era de 32,5 m3/s.

Em Piracicaba, no distrito de Artemis, o Rio Piracicaba chegou a 392,4 m3/se e também inundou áreas de várzea. Na passagem pela área urbana, o rio tinha vazão de 244,8 m3/s, mas continuava subindo. Moradores da região do Beira-Rio foram postos de prontidão. A Defesa Civil em Campinas, Piracicaba, Valinhos e Itatiba entrou em estado de alerta, mas até a tarde não havia áreas urbanas inundadas. O Rio Jundiaí estava com vazão de 549,9 m3/s em Indaiatuba. A Defesa Civil de Salto, que fica na foz do rio com o Tietê, entrou em alerta.

De acordo com o Consórcio das Bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), as vazões desses rios oscilam de acordo com a intensidade das chuvas. Como são rios de canal aberto, que não acumulam água, eles podem voltar a ter níveis baixos quando entrar o período de estiagem, previsto para começar em abril.

No próximo dia 20, em Indaiatuba, reunião plenária dos associados do Consórcio PCJ discute a disponibilidade hídrica para o período de estiagem. Também deve ser retomada a discussão da nova outorga do Sistema Cantareira, que abastece parte da Grande São Paulo, já que a outorga atual, vencida durante a crise hídrica de 2014, foi prorrogada até outubro.

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