Rio Tietê transbordou pela última vez há quatro anos

Em vésperas de eleições, rio era bandeira política do PSDB e acabou sendo usado pelo PT contra os tucanos

Carolina Freitas, Agência Estado

08 de setembro de 2009 | 18h20

A última vez que uma tempestade provocou o transbordamento do Rio Tietê, na capital paulista, foi em 25 de maio de 2005, ano pré-eleitoral. Na época, o então governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), lançava as bases para se candidatar à Presidência da República em 2006. O prefeito da capital, na ocasião, era o tucano José Serra e também se preparava para tentar o governo paulista nas eleições do ano seguinte. Nesta terça-feira, 8, o Tietê voltou a transbordar, coincidentemente, também num ano pré-eleitoral.

 

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O Rio Tietê se tornou nos últimos anos uma das principais bandeiras políticas das gestões tucanas em São Paulo, em razão das obras de recuperação e de combate às enchentes em suas margens. Em seu governo, Alckmin priorizou os investimentos nessas obras, realizando, por exemplo, o rebaixamento da calha do Tietê. Nessa época, ele prometeu acabar com as enchentes no local.

 

No dia em que o rio transbordou, no ano de 2005, havia faixas do governo paulista nas margens comemorando "três anos sem enchente no Tietê". Por causa dos transtornos e do caos provocado na cidade com o transbordamento, as cenas do alagamento foram amplamente utilizadas como peça de campanha do PT contra os tucanos, no horário eleitoral gratuito na televisão.

 

Ponto de muita polêmica, as enchentes no Tietê acabaram ganhando contornos políticos. Nesta terça, minutos após confirmar o transbordamento do Rio Tietê, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da Capital voltou atrás e negou a informação. A CET é uma autarquia vinculada à Prefeitura de São Paulo, que é comandada por Gilberto Kassab (DEM), afilhado político e um dos principais aliados do atual governador paulista, José Serra. O tucano aspira concorrer à Presidência da República nas eleições gerais do ano que vem.

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