Rio tem melhor da rede estadual comum

O pátio da escola reproduz o ambiente de um cibercafé. As salas de aula são equipadas com quadro digital e TV, além do quadro branco. Há três laboratórios multimídia e 300 computadores para 416 alunos, que passam 10 horas por dia ali.

Clarissa Thomé / RIO, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2013 | 02h07

É assim o Colégio Estadual José Leite Lopes, na Tijuca, zona norte do Rio, primeira escola do País ligada à rede estadual de educação a aparecer no ranking do Enem (não entram na conta as escolas técnicas, que são ligadas às Secretarias de Ciência e Tecnologia). A rede estadual fluminense ficou em quinto lugar, atrás de São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul e Paraná.

A diretora da escola, Ana Paula Bessa, credita ao ensino integrado o sucesso. A nota da matéria produção textual, por exemplo, é levada em conta pelos professores de História, Sociologia, Português e Geografia. E o aprendizado de Matemática e Física é aplicado nos cursos profissionalizantes. São três: Programação de Jogos, Roteiro para Mídias Digitais e Multimídia.

A escola, que está em 887.º lugar no ranking do País das provas objetivas do Enem, é uma Parceria Público-Privada. A Secretaria de Estado de Educação entra com funcionários, professores de matérias convencionais e refeições. O Instituto Oi Futuro traz professores do ensino técnico e equipamentos.

"Houve um aumento da média e da participação em relação aos anos anteriores", comemora a diretora de Educação do Oi Futuro, Paola Scampini.

O acesso à escola é concorrido - são 30 candidatos por vaga. Por ano, 160 alunos ingressam ali. Desses, 90% vêm da rede pública. É o caso de Jonathan Caroba, de 18 anos. "Estudei em um colégio na favela. Às vezes não tinha água, às vezes tinha tiroteio e cancelava aula. Mas éramos muito estimulados", diz.

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