Rio Tamanduateí transborda e CPTM quer estação elevada

Duas linhas férreas ficaram paralisadas; córregos também saíram do leito e bloquearam Avenida dos Estados

O Estado de S.Paulo

16 Dezembro 2011 | 03h02

Na primeira chuva forte da temporada, o ABC paulista passou a madrugada de ontem sem conseguir se locomover. O Rio Tamanduateí, que corta Mauá, Santo André e São Caetano do Sul, transbordou em alguns trechos e causou a paralisação de duas linhas da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM), além de transtornos a motoristas na Avenida dos Estados. Os Córregos Ribeirão dos Meninos, em São Caetano, e dos Couros, em São Bernardo do Campo, também transbordaram, causando o bloqueio de diversas vias.

"Faz três meses que moro aqui e não sabia que era desse jeito. Perdemos sofá, cama, televisão. Não deu tempo nem de instalar uma comporta", disse a produtora de eventos Maria Aparecida de Andrade, de 36 anos, moradora da Avenida Tereza Cristina, perto do Córrego Ipiranga, que também transbordou.

Deslizamentos de terra, alagamentos e muito prejuízo para os moradores foram os resultados de cerca de seis horas de chuva ininterrupta. Na capital, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) registrou média de 44 mm de chuva na zona sul, o suficiente para provocar 41 pontos de alagamento e muito estrago. Em M'Boi Mirim, onde mais choveu na cidade, foram 70 mm, o que colaborou para o desabamento de uma casa no Capão Redondo. Uma mulher sofreu ferimentos leves.

Futuro. Ainda ontem, o entorno da Estação Tamanduateí do Metrô e da CPTM virou um piscinão. Para evitar que os constantes alagamentos no ABC paulista causem problemas na circulação dos trens, a CPTM já planeja mudanças em seus projetos para a região. O Expresso ABC, que será feito paralelo à Linha 10, vai contar com estações elevadas, feitas em mezanino, para evitar que serviço seja interrompido a cada chuva.

As obras do Expresso ABC, que devem começar em 2012, estão orçadas em R$ 1,5 bilhão. "Vamos criar as estações em mezanino, mais altas, para não ter problema com as chuvas", diz o presidente da companhia, Mário Bandeira. "Além disso, estamos acompanhando o trabalho de macrodrenagem do ABC feito pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica para resolver o problema das enchentes na região." / RODRIGO BRANCATELLI e WILLIAM CARDOSO

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